quarta-feira, novembro 18, 2009

pensamento da semana: Tempos diferentes!


Enviado por uma educadora.

Cascudos e puxões de orelha faziam parte do cotidiano de quem não sabia se comportar, assim como eram comuns elogios e manifestações de orgulho da família, quando se conquistava uma boa nota ou se passava de ano por média. A vida era muito mais tranquila. Não se fazia balé, ingles, judo, carate, piano, violao e tantas outras coisas que agora parecem ser obrigatorias para o curri­culo de crianças que nem sai­ram direito das fraldas. Futebol a piazada aprendia na rua, no campinho, com os amigos e vizinhos. Nao precisava de escolinha...

Aos sabados, a partir do meio-dia todo o comercio fechava, inclusive postos de gasolina. O tempo parecia passar bem mais devagar. Os domingos eram longos, preguiçosos. Ninguem trabalhava, com raras exceçoes. As pessoas conversavam frente a frente, pela janela ou nos portoes das casas. Vizinhos e parentes se visitavam, levavam pedaços de bolo e paes caseiros para um bom cafe. Nem precisava telefonar avisando, pois visita era sempre bem vinda.

As meninas menstruavam no tempo certo; os meninos falavam fino e grosso indicando que chegavam a puberdade. Sexo era coisa proibida. Festinhas de garagem eram o maximo que os pais permitiam, sempre com algum adulto "de olho". As coisas eram mais dificeis, porem muito mais divertidas, e a gente tinha tempo de descobrir o valor de cada uma delas.


Tempo. Nao sei que magias fizeram, mas o tempo passa diferente hoje em dia. Nao ha fins de semana. Os dias sao todos iguais, atribulados, sufocantes. Todos estao sempre atrasados para alguma coisa. Os pais nao abençoam seus filhos, que dormem cada noite num horario, escolhem as roupas, determinam cardapios, xingam os avos, sapateiam na hora de ir para o colegio (e ate fazem sexo no banheiro da escola, filmam e exibem na internet).

Ao final de cada exaustivo dia, ainda ganham um presentinho, como compensaçao pela ausencia dos pais, ocupados demais com o trabalho e um sem numero de atividades. Os filhos crescem sem serem vistos, mas estao rodeados por computadores, videogames, celulares e uma parafernalia tecnologica que os abduzem para um mundo irreal. Os antigos piãos arteiros parecem se transformar em garotos androides desprovidos de sentimentos, de respeito e de limites.

Acende-se a luz vermelha. Seria hora de rever os conceitos?

A quem cabe essa revisão?

OBS: 40% de professores de escolas públicas na capital Curitiba estão afastados por problemas psicológicos.

Policiais estão no mesmo percentual. Parte dos pais atualmente, acham que a responsabilidade de se educar filhos são do corpo docente.


*** Obrigado Samuel Lopes, que me enviou este e-mail, fazendo todos nós refletirmos sobre isso.

Um comentário:

Marcio disse...

boa em rosh excelente artigo abraco