Mostrando postagens com marcador shavuot. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador shavuot. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, abril 28, 2016

Sefirat HaOmer e a Bondade Humilde



A contagem do Omer para essa primeira semana aborda o chessed, a bondade. A bondade também pode ser humilde. Essa é a meditação de hoje “Hod Shebe Chessed”

Nosso mestre Yeshua disse: 
Mt 6:1-4 - Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto de vosso Pai celeste. Quando, pois, deres esmola, não toques trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita; para que a tua esmola fique em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

Podemos ser bons, ajudando pessoas, e isso traz sempre consigo o mérito, mas o melhor é fazer “caridade” sem a necessidade de expor nossos atos, seja em redes sociais ou de outra maneira. 

A fé judaica relata oito diferentes niveis de caridade, começando por aquele que dá de má vontade. Isso também é caridade? Sim, mas não tem grande valor perante o Eterno.
A partir daí, tem aquele que dá com um sorriso no rosto, mas de forma errada; depois aquele que dá ao pobre, mas só quando lhe é pedido. 
O quarto nível é aquele que dá ao pobre, diretamente em sua mão, antes que lhe seja pedido qualquer coisa. Acima deste há aquele que não sabe sequer para quem está dando, mas permite que os pobres saibam quem é o benfeitor.
Já o sexto nível, é aquele que doa ao pobre sabendo quem é a pessoa, mas não permite que o pobre saiba quem está doando. Um nível acima desse está a caridade daquele que não sabe para quem está doando (isso o impede depois de querer cobrar qualquer recompensa) e o receptor também não sabe quem o ajudou. Isso é chamado de cumprir uma mitsva apenas em prol do céu, que agrada ao Criador.
E o nivel mais elevado da caridade é ajudar alguém de forma que essa pessoa possa trabalhar e não mais depender da caridade alheia. 

A bondade com humildade é praticada sabendo que se hoje estamos em condições de ajudar a alguém, isso não faz de nós pessoas melhores que os demais, apenas faz de nós alguém que usa corretamente dos recursos que o Eterno lhe proporciona para beneficiar a humanidade. Nunca sabemos quando vamos necessitar de ajuda humanitária (D-us permita que não necessitemos de fato) mas enquanto pudermos ajudar, ajudemos pelo prazer de ser bom, humildemente. 

Isso ocorre também no perdoar. Perdoar alguém não faz de você melhor que os outros; o perdão não deve ser usado como uma forma de se exaltar, jamais. O perdão humilde é aquele em que a pessoa perdoa porque reconhece que ele próprio também e carece do perdão alheio. Por isso mesmo Yeshua fala do famoso “setenta vezes sete (no dia)” e ele conclui que nós devemos rezar dizendo: “perdoa-nos assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido” 

Isso é muito relevante: dizermos ao Criador a frase “perdoa como eu perdôo” é um risco enorme, especialmente para pessoas cheias de atos de caridade, mas com um coração endurecido. 

Pensemos nisso, nesse quinto dia da contagem do Omer, e coloquemos em prática a caridade com humildade.

quarta-feira, abril 27, 2016

Sefirat HaOmer e Bondade sincera



A contagem do Omer é algo interessante. A Torah nos ordena: 
Lv 23:15-16 Depois, para vós contareis desde o dia seguinte ao sábado, desde o dia em que trouxerdes o molho da oferta movida; sete semanas inteiras serão. Até ao dia seguinte ao sétimo sábado, contareis cinqüenta dias; 

Quando celebramos  o Pessach, começamos a contar a partir do sábado os dias, até chegarmos no dia cinquenta, e celebramos aí a festa de Shavuot. É uma mitsva contar os dias e o fazemos sempre ao anoitecer: hoje é dia 1, hoje é dia 2 da contagem, dia 3 da contagem,... até o dia 50. 
Parece algo simples e meio que sem propósito, mas aí que está, tudo na vida tem um propósito; é a gente que não sabe encontrar a razão. 

Nas várias linhas do judaísmo, a cada semana se atribui algo a ser aperfeiçoado em nosso caráter. Já falei a respeito antes, mas vale sempre lembrar:
• Semana 1 - Chessed - bondade, benevolência
• Semana 2 - Guevurá - justiça, disciplina, moderação, reverência
• Semana 3 - Tiferet - beleza e harmonia; compaixão
• Semana 4 - Netzach - resistência; firmeza; ambição
• Semana 5 - Hod - humildade, esplendor
• Semana 6 - Yesod - vínculo, princípio
• Semana 7 - Malchut - nobreza, soberania, liderança.

Como estamos no dia 4 da contagem, é preciso buscar aperfeiçoar nossos atos de bondade. Mas o que é ser bom?
Pergunta simples, mas difícil, cada um tem sua própria resposta. Como somos discípulos de Yeshua, é sempre prudente analisar aquilo que Ele, nosso Mashiach, nos ensinou, então vejamos:
O texto de Lucas 18:18-23 traz o relato do jovem rico que queria herdar a vida eterna. E ele chama a Yeshua de bom mestre. E a resposta que ouviu: “Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus. Sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falso testemunho, honra a teu pai e a tua mãe.”
Aí  o jovem rico diz, de certo orgulhoso e feliz: “eu já faço isso faz tempo.”  E, de novo Yeshua lhe fala: “Ainda te falta uma coisa: vende tudo quanto tens, reparte-o pelos pobres e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me.” 
Então o jovem ficou triste, porque ele era rico.

O que tudo isso tem a ver com ser bom, com a contagem do omer, com chessed, com herdar o reino? 
Tem a ver amigos, que não basta a gente falar que cumpre os mandamentos, tem que ter algo a mais, se realmente queremos herdar o reino. Alguns dizem que com dinheiro tudo fica fácil... e vemos nesse texto que não é tão simples assim. A vida não gira em torno do dinheiro, mas de nossas atitudes e de nosso coração. 

O conselho para o Chessed de hoje está relacionado com tolerância no amar, na bondade. 
É fácil ser bom, ajudar, estender a mão e amar as pessoas que nos amam, que se dedicam a nós. Difícil é ser bom, amar, quando essas pessoas já não nos podem trazer grandes benefícios. De novo, nosso Mashiach diz: 
Mt 5:46-48 Porque, se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?  E, se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios também o mesmo? Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.
Devemos nos perguntar se nosso amor, nossa bondade é verdadeira. Sou bom mesmo com aqueles que não me são úteis? Sou generoso mesmo com aqueles que me querem mal? 

O profeta Miquéias, falando em nome do Eterno nos diz: “Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o SENHOR pede de ti, senão que pratiques a justiça, e ames a beneficência, e andes humildemente com o teu Deus?” (Mq 6:8)

É ótimo ajudarmos as pessoas que amamos, mas ajudar quem não pode trazer benefícios é excelente. 

Agora deixa eu dar um testemunho simples: 
Semana passada, a gente estava aqui na maior correria na sinagoga, preparando para o Seder de Pessach, e aí alguém me manda uma mensagem de celular mais ou menos assim: “Rosh, estou chegando na rodoviária de Curitiba, com duas crianças, e algumas malas e me perdi do chaver que viria conosco, pois ele se atrasou e acabou perdendo o ônibus. Alguém pode me buscar na rodoviária?” 
Alguém pode pensar: “Puxa, a pessoa viaja com duas crianças, bolsas, e não sabe pegar um taxi?” Ou “sempre tem os folgados que avisam só quando estão chegando na rodoviária e aí a gente que se vire pra ajudar.” Enfim, cada um pode pensar como quiser... mas o que profeta Miquéias disse é que devemos amar ser bons; portanto, não podemos perder a oportunidade de ajudar alguém, porque amamos fazer isso. Quanto mais difícil a situação, melhor!
Lá fui eu, peguei a kombi e fui buscar a chaverah com seus filhos. Viemos para a CINA conversando bastante e eles participaram do Pessach conosco. (Ah, o chaver que perdeu o ônibus também veio, chegou atrasado, mas conseguiu vir) Aí, passaram o shabat conosco, e foram embora na manhã do domingo. 


Quando chego para trabalhar na manhã da segunda, tinha um recadinho num guardanapo. Recadinho de agradecimento (não a mim, mas a toda a nossa kehilah)... e é por coisas assim que devemos amar ser bons. Pequenos gestos de bondade diários fazem nossos dias melhores. 
E se a pessoa não agradecer? Bom, não fazemos em busca de agradecimentos, fazemos porque o que o Eterno quer de nós? Que pratiquemos a justiça, amemos a beneficência e sejamos humildes...
Boa contagem do omer a todos...
(*** hoje de noite, iniciaremos o dia 5 da contagem do omer)

sexta-feira, abril 10, 2015

Reflexões para o dia: Shemini Shel Pessach (Oitavo dia de Pessach)



Dt 16:4 “Fermento não se achará contigo por sete dias, em todo o teu território...”

Enfim se passaram os sete dias de Pessach e de repente nos deparamos com o “Shemini Shel Pessach”, um oitavo dia sem fermento, comendo matzah e vivendo do “pão da miséria”. 
Esse ano, como Pessach encerrou na sexta-feira, não dava para preparar a chalah, ou comprar pão, e agora entramos no shabat, cumprindo oito dias sem fermento. Literalmente “shemini” o oitavo dia de pessach, ainda que o mandamento da Torah seja SETE dias. 
Não há como negar que é meio complicado essa semana, quando antes temos que limpar nossa casa e tirar toda bolachinha, chocolate, pão, e demais delicias que estamos acostumados. Não é nenhum drama, nada impossível, mas é esquisito ficar sem fermento. 
Toda vez se fala sempre do fermento da maledicência, mas hoje quero meditar sobre outras coisas, chega de falar de lashon harah. 
Estava lendo o texto da Torah para esse dia, e fui consultar o que diz o livro Torati (esse livro foi uma febre em nosso meio anos atrás, todo mundo queria ter como fonte de consulta, depois meio que caiu no esquecimento) e na página 643, ele propoe uma mensagem, dizendo: “Deus quer que você se alegre com o que possui e reconheça nEle o seu Provador. Dê o máximo de si a Deus: Ele poderá lhe retribuir com lucros.” 
O livro ainda propoe um exercício: “Faça uma lista dos bens significativos que você possui. Avalie como seria sua vida sem cada um deles.”

Que sugestões interessantes! 
Ficamos uma semana sem fermento, nos adaptamos, eventualmente reclamamos de faltar o pãozinho quentinho, mas quantos se lembram de agradecer por termos o pão durante os demais 360 dias do ano? 
Nos habituamos a ter o alimento constantemente que tendemos a não valorizar isso como uma grande bênção de nosso Provedor. 
Pirkê avot nos diz: “A quem deve o homem considerar rico? Aquele que está feliz com o que possui.” E é bem isso mesmo! 
E se comêssemos matzot durante o ano todo? E se tivéssemos que viver sem o nosso conforto dos bens mais valiosos que possuímos? 
Aos que possuem carro, pensem: como seria sua vida sem carro? Aos que possuem casa própria? Como seria sua vida se tivesse que viver numa casa mais simples, alugada?

Essa também é uma lição de Shemini Shel Pessach, sermos capazes de viver um dia a mais sem fermento. Fermento também representa o orgulho, pois o alimento levedado fica “inchado”, e o orgulho é incompatível com a gratidão, que é um sentimento encontrado em pessoas humildes. 

Não por acaso, após o shabat de pessach começamos a contar sete semanas, e chegamos à shavuot, e a Torah diz: 
Dt 16: 10,11 - “E celebrarás a Festa das Semanas ao SENHOR, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o SENHOR, teu Deus, te houver abençoado. Alegrar-te-ás perante o SENHOR, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome.”

É nosso dever demonstrar gratidão ao Eterno, apresentando nossas ofertas voluntárias perante Ele, reconhecendo que dEle provém todas as nossas bênçãos. E devemos nos alegrar com isso, e a alegria deve contagiar todos que estão à nossa volta, nossos filhos, filhas, servos, levitas, estrangeiros, enfim, todos devem compartilhar de nossa alegria. 

Em Shavuot, somos ensinados que essa é a data da outorga da Torah a Israel, conforme nos conta a tradição judaica. E como seremos capazes de receber a Torah? 
Depois de tirarmos o fermento, de experimentar novamente sair do Egito, cruzar o Mar Vermelho, comer pães asmos durante sete dias, nos “desincharmos” do orgulho e reconhecermos as bênçãos provenientes do Eterno. Só aí, quando alguém nos perguntar, qual o bem mais valioso que possuímos, diremos: “A TORAH” E só quando formos capazes de encontrar na Torah, nosso bem mais valioso, a receberemos de verdade, e aí veremos que é chegado Shavuot, o dia da nossa alegria. 

E como é bom contar os dias pra que isso ocorra, então contemos juntos: estamos no dia sete da contagem. Daqui a seis semanas nos encontraremos com a doce lembrança do dia em que a Torah nos dada como bem mais precioso. 

Shabat Shalom e feliz oitavo dia sem fermento!

quarta-feira, abril 08, 2015

Reflexões para o dia: O que nos alimenta? Lixo ou Bondade!



Rm 12:21 “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

Nesse antepenúltimo dia de Pessach, em que passamos uma semana longe do fermento, é bom refletir sobre algumas coisas como: o que nos alimenta? Estamos na contagem do Omer, isso tem feito alguma diferença pra mim? Vale a pena fazer o certo? E mais coisas, pois esses cinquenta dias entre Pessach e Shavuot são também dias de reflexão. 

O que te alimenta? Essa é uma pergunta válida, pois é dito: você é o que você come! Se você acorda cedo, faz sua oração, lê a Torah, medita sobre algum texto bíblico, você se alimenta do espiritual, e isso vai fazer de você uma pessoa mais espiritual; nada mais óbvio. Mas também, por outro lado, se você acorda e vai direto ver o “jornal policial da manhã” que é puro sangue, crimes, é isso que te alimenta; ou ainda, você levanta e não vê a hora de entrar no facebook, pra ver o que fulano ou fulana postou, você está se alimentando do puro lixo. O fast food  do lixo. Alguém disse esses dias que o facebook tem se tornado num grande penico, onde as pessoas jogam todo tipo de excrementos. E é isso que nos alimenta?

O fato de eu não estar publicando diariamente meus devocionais não significa que eu não reze ou não medite mais, mas é que estamos perdendo muito tempo envolvidos em responder à Lashon Hara dos maledicentes (lembre-se, ainda estamos em Pessach, e portanto, é tempo de tirar o fermento). 

A contagem do Omer está aí, pra nos lembrar nestas sete semanas de que é necessário aperfeiçoar nossos traços de caráter, nossas midot. Nessa primeira semana, a midá é aperfeiçoar nosso chessed, nossa bondade. E aí vem a pergunta: vale a pena ser bom?  Claro que sim! Eu não sou bom para os outros, eu sou bom porque isso é bom pra mim. D-us está nos vendo... se alguém se aproveita de minha generosidade, o problema é dessa pessoa, não meu. Não há erro em ser generoso.

Essa semana estava eu lendo em casa alguns livros sobre judaísmo e de repente me deparei com uma personagem que gosto muito da bíblia: Abigail!

A história fascinante dessa mulher está relatada em 1 Samuel 25 (vale a pena a leitura)  e nos mostra o quanto vale a pena ser bom.

Abigail era casada com um homem chamado Nabal, e a bíblia diz que ela era inteligente e bonita, mas o esposo era maligno e duro. (Me pergunto como uma mulher boa pode se casar com um homem assim? Só por generosidade mesmo)
Davi e seus homens haviam sido generosos com Nabal, e um dia os servos de Davi precisaram de um apoio e pediram pão a Nabal; eis a resposta dele: “Quem é Davi? E quem é o filho de Jessé?...” Ora, ele bem sabia, mas foi estúpido e ríspido. 

Aí que entra a bondade de Abigail na história.

Davi ficou revoltado com a atitude de Nabal, e mandou seus homens se armarem para destruirem Nabal, e um dos servos de Nabal contou toda a história a Abigail. Ela, então, pegou duzentos pães, vinho, carnes de ovelha, bolos, uvas passas, figos, e foi ao encontro de Davi e seu exército. 
Davi disse a ela: “Ele (Nabal) me pagou o mal, pelo bem que eu o fiz” E Abigail com seu jeito convenceu Davi a não destruir pessoas inocentes.
O próprio D-us fez com que Nabal adoecesse e morresse. E pra encurtar a história, Davi mandou que trouxessem a ele a viúva Abigail e se casou com ela. 

Enfim, vale a pena ser bom, vale a pena fazer o que é certo, ainda que as pessoas façam coisas erradas contra nós. Essa história mostra uma grande mulher, generosa, que não se deixava influenciar pela maldade do marido. 
A história mostra que valeu a pena a Davi ser bom (ainda que com Nabal) porque de tudo isso, ele ganhou do Eterno uma esposa sábia e bela. 
Quem diz que mulher viuva ou separada não consegue arrumar um novo casamento? Abigail casou-se com o Rei de Israel. Não porque ela era bonita, mas por quem ela era. 

Nessa primeira semana da contagem do Omer, é tempo de aperfeiçoarmos nossos traços de bondade... sei que tem algo de bom dentro de cada um de nós. Talvez nos falte tirar o fermento, tirar o lixo, e nos alimentarmos de algo bom... quando nos alimentamos de algo bom, nosso interior fica bom e não nos tornamos pessoas rancorosas, cheios de fel de amargura, porque sim, vale a pena ser bom, ainda vale a pena ser bom.

Que tal nessa sexta-feira, no último dia de pessach, yom tov, ao invés de entrar no facebook e se alimentar de lixos, a gente abrir a bíblia e se alimentar de belas histórias como a de Abigail e Davi. Quem sabe D-us não esteja abrindo a mente para que boas mulheres encontrem em seu caminho um casamento com um rei.... quem sabe D-us não esteja abrindo seus olhos para encontrar uma mulher cheia de sabedoria e generosidade como Abigail... quem sabe essa pessoa não seja nosso próprio cônjuge? 
Vale a pena ser bom, acredite nisso. 

segunda-feira, maio 28, 2012

Shavuot: O que você vê?

Quando celebramos a festa de Shavuot, celebramos a outorga da Torah ao povo de Israel, isso é óbvio, mas quando celebramos nossas festas, elas têm que ir além do mero simbolismo. Tem que se tornar real.
Coloquei as fotos de nossa kehilah de Ponta Grossa no facebook e uma coisa é evidente, parece que estamos em outro lugar. Quase todo mundo elogia, alguns criticam (acho que é inveja) mas tem coisas nessa última festa que vão além, então eu quero colocá-las aqui.
De Pessach a Shavuot são 50 dias, e esses foram os 50 dias mais corridos para nossa congregação. Você vê a foto e acha bonito... eu vejo a foto e recordo o esforço de membros dedicados trabalhando até meia-noite, uma da madrugada pra terminar o revestimento a tempo.
Você vê o nosso vitral e acha bonito, eu vejo o sonho de um membro que esteve em Israel e voltou com a imagem imaginando como ficaria linda nossa kehilah com o vitral, onde Mosheh segura as tábuas da lei. É o sonho se tornando realidade. Porque os sonhos não podem ser somente os meus, do rosh, mas tem espaço para que todos sonhemos com a casa do Eterno.
Você olha o nosso Aron e diz: lindo! Eu vejo um trabalho de várias mãos, de vários meses, de onde não saiu sequer um centavo da Congregação. Vejo várias pessoas querendo colaborar, não apenas com dinheiro, mas FAZENDO o sonho virar realidade. E confesso, nunca imaginei que ficaria tão lindo.
Você olha e vê um menino segurando alegremente o sefer torah. Eu, eu vejo o Derik, uma de nossas crianças, que tem na congregação um parquinho pra se alegrarem, mas que demonstram seu melhor sorriso ao segurar o sefer torah.
Você vê o menino com um sefer torah e acha lindo, eu vejo a capa especial. Em minha ultima viagem a Israel trouxe a capa de lá, mas era usada, não muito bonita e então disse à minha esposa, não, pra D-us precisamos de algo mais bonito, melhor. Então fizemos, eu fiz o desenho (essa menorah tem o salmo 23 escrito nela), mandamos bordar e a Eliana costurou, e o resultado teve muito mais do que beleza, teve a dedicação em nossa casa.
Aí você olha a foto e vê o Athos, um jovem de Curitiba, que nem é membro em Ponta Grossa e se pergunta: porque ele está na foto e não alguém de PG? E eu vejo que o Athos representa todos os membros da CINA. A Beit PG é de todos nós, um sonho nosso, compartilhado com todos os nossos irmãos. Foi assim na festa, será assim sempre. O trabalho e a dedicação de alguns pode resultar em grande beleza, mas o resultado final é que todos podem desfrutar disso, pois todos serão bem-vindos e todos terão a oportunidade de celebrar o shavuot conosco, dançando com a Torah, pois Ela é de todos nós. 
Obrigado HaShem por termos chegado a esta época festiva, mas obrigado por podermos compartilhar o nosso sonho com tantas pessoas, porque sonhar é bom, mas sonharmos todos juntos foi e é muito melhor.

terça-feira, junho 07, 2011

Pensamento da semana: Shavuot




Ao ler o livro de Rute, nos lembramos da conversão, e que dela descende o rei Davi e o Mashiach. Ela era uma moabita, uma goyá, mas seu amor pelo Deus e pelo povo de Israel fez dela uma pessoa digna diante do Eterno.
O que aconteceu com Rute está reservado também a todos os que, como ela, abraçarem a Aliança do Eterno:

Is 56: 4-7 - Porque assim diz o SENHOR a respeito dos eunucos que guardam os meus sábados, e escolhem aquilo que me agrada, e abraçam o meu concerto: Também lhes darei na minha casa e dentro dos meus muros um lugar e um nome, melhor do que o de filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles que nunca se apagará. E aos filhos dos estrangeiros que se chegarem ao SENHOR, para o servirem e para amarem o nome do SENHOR, sendo deste modo servos seus, todos os que guardarem o sábado, não o profanando, e os que abraçarem o meu concerto, também os levarei ao meu santo monte e os festejarei na minha Casa de Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos.

Isso é uma dádiva de que nenhum de nós é merecedor, mas HaShem nos promete... temos que nos esforçar por alcançar isso. Dançar abraçado com a Torah, um gesto tão bonito, mas que deve nos fazer lembrar disso: ABRACE A ALIANÇA DO ETERNO! Coloque a Torah em seu coração.

Quando o Eterno deu a sua Torah ao povo de Israel, eles responderam com Naase Venishmah:
Ex 24:7,8 - E tomou o Livro da Aliança e o leu ao povo; e eles disseram: Tudo o que falou o SENHOR faremos e obedeceremos. Então, tomou Moisés aquele sangue, e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o SENHOR fez convosco a respeito de todas estas palavras.

Ainda que Israel tenha se esquecido de sua promessa de fazer e (ouvir) obedecer tudo que estava descrito na Aliança do Eterno, HaShem sempre permaneceu fiel, e deu ao Seu povo a possibilidade de buscar o reencontro, uma TESHUVAH, uma conversão renovada ao Eterno, como disse o profeta Jeremias:
Lm 5:19-21 - Tu, SENHOR, permaneces eternamente, e o teu trono, de geração em geração. Por que te esquecerias de nós para sempre? Por que nos desampararias por tanto tempo? Converte-nos, SENHOR, a ti, e nós nos converteremos; renova os nossos dias como dantes.

O mesmo profeta, falando em nome do Eterno:
Jr 6:16,17 - “Assim diz o SENHOR: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para a vossa alma; mas eles dizem: Não andaremos. Também pus atalaias sobre vós, dizendo: Estai atentos à voz do shofar; mas dizem: Não escutaremos.

Não sejamos rebeldes, mas de todo o coração renovemos nossa aliança. É hora de ouvir a voz do shofar, e andar nos caminhos do Eterno, para encontrarmos descanso, mas para nos regozijarmos na Sua Lei.


Chag Sameach!

quinta-feira, junho 24, 2010

Novos dvds a venda

A festa de Shavuot, sempre uma data especial, teve um motivo a mais para que a alegria fosse completa em SP. Na nossa Kehilah, no Tucuruvi, tivemos a celebração da chegada do Sefer Torah. Nesse dvd, muita alegria e emoção, que marcaram esse 6 de Sivan de 5770.*
Traz depoimentos dos membros da Kehilah Tucuruvi, a preparação da festa, clipes da festa, etc..

* O dvd de Shavuot tem pequenas falhas decorrentes de probremas na fita durante a gravação, que não havia como serem corrigidos, mas que no final não comprometem a qualidade do material.

segunda-feira, junho 14, 2010

De volta às viagens... e aos bebês!


No último final de semana retomei minha rotinha de viagens. Saí de Curitiba na tarde da sexta-feira e participei do cabalat em Ponta Grossa. Dormi na própria Beit, onde já na manhãzinha fria do shabat segui, acompanhado do zaken Ailton (Avinadav ben Avraham) com destino a Prudentópolis.
Lá, fizemos um shacharit com os chaverim e depois do almoço, tivemos uma reunião com os membros. Depois de tratar alguns assuntos, aproveitei para mostrar para eles a festa de Shavuot no Tucuruvi, em SP, onde participei fazendo a gravação em dvd da chegada do Sefer Torah. Assistimos boa parte do dvd e na sequência, havia mais um bebê para eu fazer a apresentação. Eu digo que essas coisas me perseguem!!! hehe! É um prazer poder ter parte no recebimento de mais uma criança, fruto da bênção do Eterno ao Seu povo, em nossa Kehilah.
Depois, Havdalah e voltamos para Ponta Grossa, onde chegamos e encontramos todo o povo lá, saboreando um churrasco animado como sempre.
Não tenho fotos, pois não levei minha maquina, essas acima peguei no orkut
*** Em Ponta Grossa, na parte da tarde, teve uma feira de shavuot, onde as crianças apresentaram seus trabalhos sobre a festa e ainda assistiram um dvd sobre a história de Ruth.

terça-feira, maio 25, 2010

Enquanto isso, em Jerusalém...


Enquanto celebrávamos shavuot em SP, em Ponta Grossa e em todo o Brasil eu me questionava: Como será que foi o shavuot em Yerushalaim. Então recorri aos nossos correspondentes internacionais e hoje finalmente o Guershon me mandou a foto de como estava concorrido o dia da festa no Kotel. Dá uma olhada no tanto de gente... Se você se perder de um amigo lá, já era.
Amanhã eles voltam ao Brasil, mas conseguimos as fotos de quando o Guershon foi cumprir a ordem de levar nossas orações pelo pequeno Isaac, de Caxias do Sul. Lá está ele, com a nossa prece sendo colocada no muro; E não é que o rapaz conseguiu um bom lugar no Kotel pra colocar nosso grande pedido! Oração colocada, oração atendida. O Isaac já saiu do hospital e está em casa com sua família. Pronta recuperação ao nosso menino e mazal tov aos pais Pinechas e Hannah.
* Se você quiser ter a experiência de ir a Israel conosco, nossa próxima caravana está prevista para 17 de outubro. Ligue pra nós e inscreva-se! Sem esforço pessoal não chegamos a lugar algum, pense nisso!

segunda-feira, maio 24, 2010

Enquanto isso, em Ponta Grossa...


Enquanto eu estava na festa no Tucuruvi, em SP, tinha uma preocupação em como estaria sendo a festa em Ponta Grossa, na nossa congregação. Não que eu achasse que fosse dar algo errado, mas eu quero estar junto aos membros de lá também, e então logo na quarta-feira de manhã eu já recebi um e-mail de minha esposa com as fotos de lá. O Rosh Chobab foi celebrar a festa por lá, me substituindo. (Não sei não, mas acho que ele está querendo tomar meu lugar por lá... hehehe) Me senti orgulhoso porque, ao menos pelas fotos, a festa foi bem bonita. A decoração foi feita pela Priscila com a ajuda de algumas outras pessoas; o Chobab levou daqui do escritório ao menos uma réplica do sefer Torah, e todos dançaram como em São Paulo.
Como a gente não pode se dividir e nem estar em vários lugares ao mesmo tempo, pelo menos temos o consolo de ter as fotos. Parabéns novamente aos membros de Ponta Grossa. Ah! O kidush lá também estava especial, pelas fotos que vi.
Apesar de não termos estado lá, pelo menos a satisfação de ter feito as lembrancinhas que foram entregues a gente teve. Idéia de minha digníssima esposa Eliana.
*** O dvd com as imagens da festa de shavuot e o recebimento da Torah em SP está quase pronto. Ontem, domingo, vim trabalhar e fiz boa parte; agora, eu e o Cristiano finalizaremos o material. (Não perca, quinta, algumas cenas desse dvd no programa bastidores, 21h no www.tvisraelita.com.br)

Ainda shavuot!


Ainda lembrando do shavuot em São Paulo, foi ótimo ver os nossos irmãos se alegrando e dançando, e foi interessante também observar que a festa pelo recebimento da torah não foi exclusivamente da Beit Tucuruvi, mas sim de todos nós. Só pra exemplificar, lá em Shavuot tinha gente de Curitiba (eu), Santos, São José dos Campos, São Paulo, Belo Horizonte, Pouso Alegre, Araçatuba, Taubaté...

Na montagem acima, temos um pouco disso, na foto que fizemos ao fim da festa, onde está o amigão Boaz (que não é nem Jacareí, nem S. José, nem SP, mas é do Brasil) ao lado do Rosh Nehemiah, Josias (acho) e Renato.

Também temos um pouco do que foi servido ao final da festa, com frutas regadas com fondue, creme de chocolate, delicia... As frutas eu dispensei, mas o chocolate estava ótimo.

Não dá pra esquecer a alegria do pessoal também com os rolos da Haftarah, que entraram pra completar a nossa alegria. Feliz da vida estava o Elisha, quem conduziu os rolos por boa parte da dança.

*** Enquanto isso, o Gerson, Abiezer e Ezrah seguem em Israel, retornando essa semana.

quarta-feira, maio 19, 2010

Shavuot especialíssimo em SP.


Amigos, meu shavuot não foi em Jerusalém, mas foi certamente inesquecível. Estou aqui em SP, filmando e fazendo a cobertura do evento que foi a chegada do Sefer Torah à nossa Beit Tucuruvi. Infelizmente não tenho muitas fotos do evento (claro, pois estava filmando) mas essas já servem como aperitivo. Muitas e muitas lágrimas, muita emoção, sentimos como se estivéssemos na inauguração do Beit HaMikdash, quando Salomão terminou de construir o Templo e todos choravam e gritavam de alegria, pois a Glória do Eterno estava entre eles.
Homens dançando abraçados aos rolos, chorando, beijando, ninando como se fosse um bebê, maravilhoso.
Do material que consegui filmar, pretendo produzir um dvd e se der tempo estaremos vendendo e mostrando no forum.
Nas fotos acima temos a arca, que abriga o nosso tesouro, e as crianças na festa, apresentando um especial cantando ao Eterno. No quadro, o Rosh Yishai (que esteve aqui em SP semana passada) segura o Sefer Torah da nossa beit Tucuruvi.
Não posso deixar de parabenizar ao Rosh Nehemiah e a todos os membros daqui, que sonharam com a Torah e tiveram a alegria de ver o sonho ser realizado, com o esforço de todos sendo recompensado por HaShem. Depois posto mais...

segunda-feira, outubro 12, 2009

viagem para Israel, programe-se!

Pra quem viu o post anterior falando da minha viagem já neste domingo e ficou com vontade, não se preocupe. Programe-se e participe dessa próxima que será com certeza a melhor de todas.
O roteiro vai ser ainda aperfeiçoado em relação aos anteriores, mas o que importa é que pela primeira vez poderemos celebrar uma das festas da Torah em Eretz Yisrael... A segunda das chamadas Festas de Peregrinação. Shavuot, cinquenta dias depois de Pessach. Como ainda falta bastante tempo para chegar maio, dá pra se programar bem, tirar o passaporte e começar a pagar. Quem tiver interesse, mande-me um e-mail ou ligue na CINA.
*** Se você tem contatos, pode imprimir a imagem acima e entregar para ser afixada nas comunidades onde possam surgir interessados.

terça-feira, junho 02, 2009

Shavuot, aprovado pelas crianças!


Todas as festas são oportunidades para estarmos com a família e os amigos, nos alegrando. As crianças então, é só alegria! Eles ficam lá, assistem tudo e depois se deliciam no kidush. A julgar pelo sorrisinho deles, aprovaram a festa de Shavuot. A Eliana também claro, sempre aproveita para tirar fotos com as amigas, então tá aí, nossa contagem do ômer se encerrou com alegria para todos.

Shavuot para os Suelitas


Ao falar das nossas festas lembramos sempre das tribos israelitas, como os rubenitas, gaditas, benjamitas... e agora os Suelitas... Essa é uma tribo pequena de Ponta Grossa, mas eles compareceram em todas as festas. A matriarca Sueli com seus dois bebezões, Cristian e Danilo.
Observe o belo sorriso do Cristian na foto menor, que beleza... (apesar da jaqueta estar escrito Suzuki, com esse sorrisao ele só pode ser patrocinado pela Colgate).

Shavuot em Ponta Grossa


A Festa de Shavuot em Ponta Grossa estava muito boa, nossa decoração, apesar de simples, estava discreta e bonita, e o povo compareceu, para a leitura da torah, dos 10 mandamentos (conforme a tradição) do livro de Rute, a moabita que se tornou a bisavó do rei David, e também celebramos a entrega da Torah a Israel com muitos doces, guloseimas à base de leite, tudo muito gostoso, como deve ser.
Essa festa marcou para mim o encerramento do primeiro ciclo de festas em Ponta Grossa. Depois que eu assumi essa Kehilah, começamos com Rosh Hashanah e agora concluímos com Shavuot esse primeiro ano. Foi uma vitória para nós, e todos se lembram com alegria quanta mudança no espírito do povo para as festas... agora (não por minha causa, mas porque todos se dispuseram a fazer mais e melhor) tudo ficou muito mais alegre e animado.

sexta-feira, maio 29, 2009

Chag Sameach!


Eue minha família desejamos hoje a todos vocês Chag Shavuot Sameach! Outra hora, postaremos a vocês as fotos de nossa festa em Ponta Grossa.