quinta-feira, maio 28, 2015

Reflexões para o Dia - morrer de desgosto não é bom!



Jó 21:23-25 - “Um morre em pleno vigor, despreocupado e tranqüilo, com seus baldes cheios de leite e fresca a medula dos seus ossos. Outro, ao contrário, morre na amargura do seu coração, não havendo provado do bem.”

Todo mundo já ouviu falar da história de Jó, que era rico, vivia tranquilamente servindo ao Eterno e, sendo tentado, sofreu  a perda de tudo, e no fim da vida o Eterno restituiu a tudo de maneira dobrada. Ele viveu intensamente sua fé e também sua miséria. Mas sua história nos ensina muitas coisas.
Nos últimos dias tenho observado o proceder de algumas pessoas e lamento pela vida delas. São pessoas amarguradas, infelizes, e Jó nos disse: “tem gente que morre tranquilo, viveu em paz; já outros, morrem na amargura, e não experimentaram o bem, a felicidade.”
E qual a motivação do infeliz? Tentar estragar a felicidade e a paz alheia. A pessoa não tenta mudar sua sorte, ser uma pessoa melhor, mas pelo contrário, tenta estragar a felicidade dos outros. Vou dar alguns exemplos:

• Você já viu gente que fica no facebook e toda vez que está só criticando alguem? Criticam o jogador de futebol, que ganha milhões pra chutar uma bola. Pra que? É o seu dinheiro? Acha absurdo, mas se for parar para pensar, aquele jogador ganha bem por causa do seu próprio talento, que queiramos nós ou não, é reconhecido por milhares de pessoas. E se não temos tal talento, ter inveja do salário dele é que não vai mudar nossa situação.
• Toda vez que começa o “Big Brother” ou uma novela, tem os críticos, que postam bobeiras como: Tem que tirar do ar, é só promiscuidade, é só baixaria... oras, se você não gosta do BBB, é só desligar a tv ou mudar de canal. Gente amargurada que fica criticando tudo. Assiste a novela só pra criticar no dia seguinte.

Da mesma forma, há pessoas que não gostam de nosso trabalho, da CINA, da prédica do Rosh Ezrah, Rosh Yishai, zaken Shelumiel, minha e de tantos outros. E daí? O que fazer? 
Primeiro que nem todo mundo vai gostar mesmo, nem é nossa intenção agradar todo mundo, mas a pessoa entra em nosso site, assiste a transmissão dos serviços, entra no chat e pra quê? Só pra maldizer? O que leva uma pessoa a assistir nossos programas só pra criticar? Só pode ser inveja, amargura e incapacidade de produzir algo positivo. 

O profeta Isaías diz: 
Is 5:20 - “Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!”
A pessoa é bem assim: “ah! Eu assisto, critico, porque eu quero que as pessoas enxerguem a verdade!” Sério? 
Querer a mudança é sempre positivo, mas a mudança tem que partir de nós mesmos. Uma pessoa invejosa, que só critica os outros, só atrai pra junto de si outros murmuradores, críticos e invejosos. E quem os liderará? Se um tem inveja do outro, como podem imaginar estarem fazendo o certo? Acha bom ser amargo.

Uma situação ocorreu na Brit Chadashah, quando um certo Shimon (Simão) queria fazer o mesmo que os apóstolos, e ofereceu dinheiro pra ter os dons. Como resposta ele ouviu: 
At 8: 22-23 “Arrepende-te, pois, da tua maldade e roga ao Senhor; talvez te seja perdoado o intento do coração; pois vejo que estás em fel de amargura e laço de iniqüidade.

Amargurado de inveja, se deixou levar pela iniquidade. É simples assim. 

Nossa obrigação é de dizer não à Lashon Hará, a maledicência, à inveja, a pessoas que só sabem destruir, nunca construiram nada, e nos afastar desse tipo de gente. 
Pessoas assim só nos levam pra baixo, ninguém quer ser companheiro do maldizente, daquele que só enxerga o erro alheio.

Se você não gosta de novela, Big Brother, futebol, não assista; ignore... mas não fique maldizendo esse ou aquele que está ganhando seu dinheiro com aquilo. 
Se você não gosta da gente, por favor, não acesse nossos site, não viva pra nos criticar, não entre no chat de nossos programas pra falar besteiras. Faça uma coisa melhor, construa sua vida, faça algo de util pela sociedade e por ti mesmo. 
Quem sabe se você fizer algo melhor, as pessoas possam olhar, ver boas coisas em você e se unir a ti. Mas unir pra fazer o bem, é isso o que vale. 

E só pra retornar ao texto de Jó: “não morra na amargura de seu coração, sem ter provado o bem”, experimente ser bom, tratar bem as pessoas, olhar as virtudes, não atacar os defeitos. Fazendo assim, você será capaz de fazer seu próprio TIKKUN OLAM! E restaurar o mundo. Não se restaura o mundo atacando pessoas. 
Sejamos todos do bem!

quarta-feira, maio 27, 2015

Reflexões para o Dia - devedores...


Rm 13:8 - “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei.”

Shaul HaShaliach, o apóstolo Paulo, sempre tinha bons conselhos; talvez por seu bom conhecimento, cultura, ele sabia bem usar as palavras pra falar coisas boas. Em um ou dois versos, ele nos brinda com conselhos maravilhosos. E nesse texto de sua carta aos Romanos, ele nos ensina regras de convivência e a dormir em paz.

A ninguém dever coisa alguma. Isso vale sob todos os aspectos. Como é triste a pessoa ficar devendo a outros! 
Imaginemos que alguém me venda alguma coisa, pode ser carro, bicicleta, roupa usada, viagem, aluguel de casa, comida... e eu não pague,  como fica minha credibilidade? Se a pessoa vende algo, ou ela vive daquilo, ou vendeu porque precisava do dinheiro. Se eu não pago, prejudico a vida da pessoa através de uma atitude de desonestidade. 
Quem não paga as contas, se é “sincero” acaba fugindo do reencontro com o credor, fica envergonhado. Quando o vê de longe, já desvia o caminho, de vergonha. Agora, se não tem vergonha, já mostra que isso é prática comum, e finge que está tudo bem, finge ser honesto e segue a enganar outros, com a mesma aparência de honestidade. 

O que você deve fazer se está em dívida com alguma pessoa e não está conseguindo pagar? 
Honestidade é fundamental (especialmente para quem diz que serve ao Eterno) e não fugir, mas você mesmo procurar o credor, e falar, explicar a situação e propor uma maneira de pagar a divida. Fugir, fingir que não conhece, é passar atestado de desonesto.

Dinheiro é sempre complicado, eventualmente situações inesperadas acontecem, como o desemprego, e aí precisamos nos readaptar. Mas há uma dívida que não conseguimos pagar facilmente. O amor ao próximo! Mesmo amando todos, sempre ainda haverá alguém que se queixará, e é preciso continuar a demonstrar o amor. 
O texto fala de amar uns aos outros, mostrando que deve ser um sentimento recíproco. Quando demonstramos amor, esperamos que haja uma resposta de amor do outro também, e isso tende a ser um ciclo constante de sentimentos e atitudes positivas. 
Quando abrimos espaço para o rancor dentro de nós, o amor vai se esvaindo, e murcha. 

Dias atrás conversava com um amigo sobre o motivo das pessoas se afastarem, de sairem de congregação, etc... e quando estas pessoas expoem o que pensam, elas citam mágoas de dois, cinco, dez anos atrás. Sentimentos ruins que deixamos florescer, crescem e invadem nosso coração, tomando o lugar do amor e do perdão. Guardar mágoa por dez anos? Que loucura é essa? Faz bem pra você isso? Carregar um sentimento ruim por tempos só nos fazem pessoas amargas.
Amar ao próximo é uma divida que temos, e essa dívida tem que ser paga dia-a-dia, continuamente... é mais ou menos como os juros da dívida externa brasileira: se não pagar, seremos consumidos. 

Mas o apóstolo Paulo continua, e diz, na sequencia: “Rejeitemos, pois, as obras das trevas e vistamo-nos das armas da luz. Andemos honestamente, como de dia, não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja. Mas revesti-vos do Senhor Yeshua, o Mashiach e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.” (Rm 13:12-14)

Vamos rejeitar as obras da carne. Essas obras são comuns em homens que buscam glutonarias, bebedeiras, são desonestos, contenciosos, invejosos, perdidos em concupiscências, seus desejos malignos. 

Qualquer um pode se fingir de sério, honesto, bonzinho; mas simpatia não é sinal de honestidade; por trás de um belo sorriso pode estar uma pessoa enganadora. Aliás, numa reportagem que vi ontem, a jornalista falava que todo vigarista, golpista, ganha as pessoas na base da simpatia, da lábia. 

Sejamos honestos, amorosos de verdade, paguemos nossas contas em dia, sem prejudicar a vida de ninguém; e se tivermos algum percalço da vida, tenhamos a hombridade de irmos até nossos credores, nos desculparmos e propor uma solução para diminuir o prejuízo alheio que causamos. 

Quando agimos corretamente, a bênção nos persegue, mas quando somos desonestos, a maldição corre atrás de nós e nos alcança.

quinta-feira, maio 21, 2015

Reflexão para o dia: Yeshua, apressando Sua vinda!



At 1:6  Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?

No post anterior nossa meditação foi acerca de Yeshua ser o Mashiach prometido, mas isso não significa que Ele fosse iniciar o seu reinado naquele momento, da forma como pensavam os seus discípulos, e por isso mesmo, concluí a meditação com o verso em que Ele mesmo disse: “o reino de Deus está dentro de vós”. 

Aqui podemos começar a compreender o conceito, muito abordado hoje, mas ignorado pelos mesmos que falam dele, por desconhecer o que significa Tikkun Olam. 
Quando o Mestre disse que o reino de Deus está dentro de nós, ele dizia com isso que nós temos a capacidade de vivermos como se já estivéssemos presenciando o Reino. Nossas atitudes mostram isso; porque o que é o Reino se não um período de paz e justiça sobre a Terra? 

É nosso dever conduzirmos nossa vida com retidão, justiça e em paz com todos. Pirkei Avot 4:21 fala que este mundo é como uma antesala do mundo futuro; devemos nos preparar nessa antesala para a entrada no palácio. Isso é nada mais, nada menos do que as palavras de Yeshua ao dizer que o reino está dentro de nós. Ou a gente vive isso hoje, justiça e paz, ou como queremos estar num reino assim? 
Outro texto de Pirkei Avot nos fala que devemos amar a paz, procurar pela paz, amar as pessoas e aproximá-las da Lei Divina (Avot 1:12) 
Você não pode criar sites de Tikkun Olam e postar lashon hará nele... Isso seria restaurar o mundo? Isso seria aproximar alguém da Lei Divina? 

A Lei também serve para quem tem gratidão, senão vejamos: Porque os israelitas trariam os dízimos aos levitas? Por ser um mandamento, diriam alguns. Mas não entendo assim, não tão simples assim. Eles traziam porque eram os sacerdotes levitas quem ofereciam os sacrificios por eles (trazendo a paz, depois de haverem pecado) eram os mesmos sacerdotes levitas quem julgavam as questões, de acordo com Dt 17:8-13; outro exemplo, quando o patriarca Abraão entregou o dizimo a Melquisedeque, por ocasião do encontro entre eles. 
Há outros conceitos dentro do judaísmo, por exemplo, como o fato de ter sido Arão quem feriu as águas do Nilo, transformando em sangue e não Moshê, por quê? Porque Moisés tinha gratidão por o rio Nilo ter sido parte no seu processo de salvação, quando ele lá foi colocado, nos dias em que faraó matava os meninos hebreus. 

E por falar em gratidão, ao voltarmos no texto de Lc 17:21, quando Yeshua falou do reino estar dentro de nós, é interessante observar que estas palavras vieram longo na sequência do fato de ele ter curado dez leprosos e apenas um ter regressado a agradecer. (Leia Lc 17:11-19)
É isso amigos, se tivermos gratidão por aqueles que nos apresentaram a salvação, que nos ensinaram a fé, seja por programa de tv, seja pelos programas da internet hoje, seja pelas pregações na kehilah ou ainda por conselhos e julgamentos, como citado em Dt 17, estaremos trazendo o reino de Deus pra dentro de nós. Ingratidão não combina com o reino de Deus.

Na carta de Shaul HaShaliach a Timóteo, ele diz: 
“Sabe, porém, isto: nos últimos dias, sobrevirão tempos difíceis, pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores, sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, enfatuados, mais amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes.” (2 Tm 3:1-5) 
Ele recomenda a fugir dos homens egoístas, avarentos (aqueles que mandam sonegar os dízimos, por exemplo) blasfemadores, desobedientes aos pais (pais também são aqueles que nos apresentaram a Torah) caluniadores (mentirosos) traidores, mais amigos dos prazeres (bebedices, glutonarias, festas...) do que de Deus e importante: TENDO FORMA DE PIEDADE, fingindo ser bonzinho. Foge destes.

Se queremos o reino dentro de nós, sejamos fiéis, gratos e assim, abreviaremos os dias até a chegada dos dias de Mashiach. 

Não, não foi naqueles dias que Ele restaurou o reino a Israel, mas desde aqueles dias, Ele nos deixou os ensinos, como bom Rabi que era, de que é necessário primeiro termos o reino dentro de nós e depois sim, na Sua vinda, o reino será sobre toda a Terra. Tenha o reino em ti, pratique justiça, seja grato e busque a paz sempre, pratique Tikkun Olam de verdade. Porque quem gasta seu tempo buscando dividir, buscando guerras e poder, não tem tempo para estudar a Torah. 

terça-feira, maio 19, 2015

Reflexão para o dia: Yeshua, o Mashiach prometido!



Jo 1:41  Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo).

Estamos a poucos dias de Shuavuot, onde celebramos a outorga da Torah ao povo de Israel, e nessa tão bela festa participamos de estudos durante toda a noite; isso é muito importante, porque à medida que o tempo passa, as pessoas têm se dedicado menos, encontrado menos tempo para estudar as Escrituras. Por isso mesmo acabam sendo levadas por todo “vento de doutrina” que aparece. 

Hoje há os que abandonam a crença em Yeshua, e mesmo tendo aprendido acerca dele por anos, acabam cedendo (acreditando que estão “evoluindo” no judaísmo) na esperança de ser aceito numa “sinagoga tradicional”. 

Não muito tempo atrás nosso povo era instruído num curso de profecias bíblicas, e essas profecias, e a própria Torah é quem nos apresentam o Mashiach. Quero citar aqui apenas um único exemplo. Na profecia das setenta semanas, em Daniel 9, os verso 24-26 dizem: “Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos. Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos.  E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações.”

Sem querer me aprofundar muito na profecia, o texto mostra que desde a reconstrução de Jerusalém, do Templo, até o Mashiach se daria esse tempo de 69 semanas, 483 anos, e na sequência o santuário (Templo) e a cidade seriam destruidos pelo povo que viria. A destruição do Templo se deu no ano 70EC, e portanto, a profecia já se cumpriu, o Mashiach já veio (naquela época) e para quem estudou, fica complicado negar Yeshua.

Vamos dizer, hipoteticamente, que Yeshua não fosse o Mashiach das profecias, quem será? Quem será aquele que virá, quem será aquele que depois de sua morte, verá a cidade e o santuário ser destruído? 
Falando nisso, se ele não veio, então é preciso novamente reerguer o Templo, e ele ser novamente destruído (pela terceira vez), para que o Mashiach possa ser confirmado na profecia. Além disso, teríamos que esperar uma nova ordem para a cidade ser reconstruída. Mas a cidade já está lá, reerguida, ou não? Complicado né?

Negar Yeshua é negar as profecias, negar tudo aquilo que aprendemos, se é que um dia aprendemos! 

Para mim, continua a valer as palavras carregadas de empolgação na voz de André, que anunciava a seu irmão Simão: ACHAMOS O MESSIAS! ACHAMOS O MESSIAS!

É essa a esperança que devemos continuar a carregar e como o profeta Jeremias dizer: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” (Lm 3:21)

Sejamos como aquela mulher samaritana, que conversando com Yeshua, ao ouví-lo dizer que ele tinha água capaz de fazer brotar nela uma fonte de águas que jorra para a vida eterna, disse: “Senhor, dá me dessa água!” 
Ainda assim ela não tinha entendido que Ele era o Mashiach, e disse: “Eu sei que o Mashiach vem, e quando ele vier, nos anunciará tudo.” E ouviu como resposta: “Eu sou o Messias!”

Ainda que você não seja um completo entendedor das profecias, ainda que não sejas plenamente capaz de interpretá-las, que HaShem , em Sua infinita bondade e misericórdia nos permita de enxergarmos a Yeshua, o Messias prometido, e que tenhamos a mesma certeza de André ao dizermos: ACHAMOS O MESSIAS, e crermos que Ele ressuscitou dentre os mortos e nos dará o galardão da vitória, a todos que creem nele. Porque, como disse Shaul HaShaliach: “E, se Mashiach não ressuscitou, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados. E também os que dormiram no Mashiach estão perdidos.” (1 Co 15:17,18)

Não, não é vã  a nossa fé. Sim, cremos com fé completa que ele é o Messias prometido a Israel, e esperá-lo-emos a cada dia, até que finalmente ele venha instaurar o reino messiânico sobre a Terra; esse reino, que ele mesmo disse que está dentro  de nós. (Lc 17:21)

Esse é o espírito de Shavuot, da Torah entregue a nós, e trazendo com ela a esperança do reino de Mashiach. Sigamos firmes em Yeshua!

sexta-feira, maio 15, 2015

Reflexões para o Dia - Diga-me com quem andas...



Tito 3:10,11 - “Evita o homem faccioso, depois de admoestá-lo primeira e segunda vez, pois sabes que tal pessoa está pervertida, e vive pecando, e por si mesma está condenada.”

Na vida não é possível discernirmos o caráter das pessoas   de maneira tão fácil, logo que elas são a nós apresentadas; essas coisas levam tempo, mas aí sim, continuarmos com amizades com tais pessoas, é uma opção de cada um. 

Nos dias atuais, nos deparamos com uma situação assim;  pessoas são acusadas diariamente por isso ou aquilo, com meias verdades, falsas acusações, baseadas em perfis falsos de internet. Alguém disse dias atrás: “o que me importa se esse perfil é falso, o que vale é o que ela está dizendo!” Como assim?  Isso é plenamento aceitável de um goy, que desconhece a Torah por completo, mas de alguém que se diz israelita, seguidor da Torah, é dificil. 
Trata-se de escolhas, e como diz o velho ditado: “diga-me com quem tu andas, que eu te direi quem tu és.” 

Nos contos infantis existe a famosa estórinha da Chapeuzinho Vermelho, que levava cestas para a vovozinha, e um dia o lobo mau se vestiu de vovozinha... bem, o resto todos sabem. Lobo se vestindo de vovozinha, de ovelhinha, todo mundo  está cansado de saber, mas ainda caímos nessa. 

Na frente das “chapeuzinhos” o lobo fala manso, carinhoso, mas o olho grande está ali, o nariz tão grande (igual pinochio) está ali e a boca grande (pra te comer) também está lá, mas a chapeuzinho não vê.

Os facciosos estão aí, foram advertidos, mas permanecem  pervertidos, e enganando. Aí vejamos:
• A pessoa fica falando que não saiu da CINA, que ama a CINA, etc... e entra com processo trabalhista CONTRA A CINA? Faz sentido isso? Processo em que mente descaradamente, dizendo que chegava a trabalhar “mais de vinte horas num dia”? 
Fala no tal processo que nunca recebeu 13º salário, férias, etc..., mesmo sabendo que os recebeu, e inclusive assinou documentos. 

• Outro fala que não tem nada a ver com perfil falso, mas não se sabe como, permitiu que “documentos vazassem” de seu departamento e não assume responsabilidade nenhuma disso.  Sem contar que junto com alguns documentos, informações falsas foram veiculadas e o cidadão fica quietinho, igual o lobo mau? Sério que é esse cara que você quer seguir?

• Sério que você segue uma pessoa que fala para os tesoureiros reterem o dinheiro localmente e não enviarem à Sede (isso meses antes). A pessoa trabalha na CINA e fala “ocultamente” para os tesoureiros não enviarem dinheiro e daí, no trabalho, finge para todos que “está tudo bem”? 

Há muito que ser dito, esclarecido, mas por ora, deixemos de lado essas coisas negativas, que atrapalham nossa teshuvah. Vamos falar de Torah, que é o que interessa. Embora muito já tenha sido dito, a Torah não permite julgamentos sem que hajam “testemunhas” e quem é a testemunha? Um perfil falso de internet não vale, tá? E também não vale mentir dizendo que é “o novo presidente” sendo que nem o cartório aceitou falsa assembléia. Também não vale acusar alguém de “ter depositado dinheiro da CINA em conta pessoal” e depois pedir para as pessoas depositarem dinheiro na conta pessoal de um suposto “novo tesoureiro”. 

Prefiro ficar com o conselho de Tito, de evitar homem faccioso, que já foi admoestado. 
Yehudah Iscariotes traiu Yeshua com um beijo, porque outros não podem trair e continuar morando nos imóveis pertencentes à CINA? Processar a instituição e continuar usufruindo dela? 

É amigos, facção lembra PCC, lembra crime organizado, lembra pessoas que se organizam para derrubar, destruir, e depois fingir-se de bonzinho... mas o lobo mau, tem orelhas grandes, olhos grandes e boca grande... só não vê quem não quer. 

segunda-feira, maio 11, 2015

Reflexões para o Dia - Shabat, dia de ir a ele



2 Rs 4:23 - “...Por que vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado.”

Hoje estava refletindo um pouco sobre o shabat. A pedido de uma pessoa eu fui convidado a escrever sobre esse dia sagrado.  E claro, depois de escrever, continuei a meditar porque de fato o shabat é um dia especial, traz a santidade, nos aproxima do Eterno, e por si só já nos revigora como o descanso semanal. Muitos dizem: “sábado é dia de descansar” e tomam isso por base para a preguiça e para não irem à congregação. Fico intrigado com tal atitude. Como pode alguém ficar o sábado inteiro em casa, sem estudar, sem compartilhar do espírito de comunhão com os irmãos, e sem aprender?
A bíblia fala que sábado é dia de “santa e solene convocação”   e portanto, não é dia de ficar em casa, só na preguiça. Mas ir à Congregação para quê? 
Já vi muitas mulheres, mães de crianças de colo, que dizem: “ir pra quê, se eu fico o tempo todo lá fora cuidando do meu filho?” ou “ir pra quê? ficar lá com gente fazendo lashon harah, prefiro ficar em casa”. Já vi desculpas de homens também, mas no fim das contas, não passam disso: “desculpas”.
Ir para cuidar dos filhos, no mínimo ensinará seus filhos que o shabat é dia de estar na congregação. Ir para ouvir lashon harah significa ir pelos motivos errados (Quem dá ouvidos, é porque está gostando da maledicência). Conversas (úteis) tem seus momentos, nos intervalos, hora de ampliar a comunhão, mas na hora dos serviços, é nosso dever estar lá dentro, atentos.

O verso que escolhi para hoje, em 2Rs 4:23 diz:  “...Por que vais a ele hoje? Não é lua nova nem sábado.” A que se refere tal texto? Lendo o capítulo, veremos que é uma mulher, conversando com seu esposo, e ela dizendo que vai à presença do “homem de Deus”, também conhecido como o profeta Eliseu. 
Quando o esposo fala, que nem é lua nova e nem sábado, o que isso significa? Que no sábado era o dia de ir ao profeta para ouvir a palavra de Deus. Isso é óbvio. É como quando alguém diz que vai tomar banho (ou acabou de sair do banho) e o amigo responde, brincando: “mas nem é sábado” dizendo com isso que sábado é que é dia de tomar banho. 

Mas, voltando ao contexto original, aquela mulher era uma senhora que com seu esposo, fizeram um quarto para hospedar o profeta e foram abençoados com isso, e ela veio a ter um filho. Aquele filho, mais tarde, ficou doente, e faleceu, e por isso mesmo, ela foi até o profeta, que acabou por ressuscitar o menino. (Leia todo o capítulo pra entender melhor) 
O que vale agora aqui é: “hoje nem é sábado para ir a ele...” 
Sábado é dia de ir a ele, ao profeta, ao homem de Deus, para ouvir. A melhor coisa do shabat é ir ao homem de Deus, ouvir a parashah, a prédica, a palestra da tarde, e aprender. 
Desde meus vinte e cinco anos de idade, comecei a fazer pregações, logo assumi uma congregação, depois outra, depois outra, e lá se vão quinze anos, sempre estudando a Torah, preparando sermões, aconselhando, sempre tendo que ter uma palavra, uma resposta para alguém. Posso dizer que essa é uma função dificil, nem sempre temos as respostas, e eventualmente, as respostas não serão aquilo que a pessoa quer ouvir. Por isso mesmo, também aprecio ficar sentado no banco, ouvindo as prédicas. Cada rosh tem seu talento, sua capacidade e é ótimo ouvir os diferentes estilos, admirar o dom da palavra dada a esses homens. Fico triste ao ver que há pessoas que não valorizam (e por isso reclamam, e não fazem questão de assistir ao shabat na sinagoga, arrumando desculpas de toda forma possivel)

Evidentemente que temos nossas preferências, uns gostam mais de exortação, outros gostam das comparações, outros apreciam o rosh que explana sobre as profecias, outros ensinamentos morais, etc... mas não tem como não admirar o dom. E sábado é dia disso... de ir a ele (ao rosh, ao ancião, ao profeta, ao homem de Deus) para aprender.

Tenho amigos que curtem e compartilham quase todas as minhas meditações e fico lisonjeado com isso. Não me engrandeço, mas fico feliz. Quando todos aprendermos a apreciar isso, o talento, a capacidade de um rosh, não daremos mais desculpas, mas aguardaremos ansiosos o shabat, para irmos a ele... porque ele, ele representa a palavra de Deus para nossos corações.

Hebreus 13:17  Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros.

Respeite o Rosh, tenha palavras de incentivo, de reconhecimento, e ore por ele, porque é pela sua boca que temos ouvido a Deus. 

terça-feira, maio 05, 2015

Reflexões para o Dia - Perdoar ou não perdoar? Eis a questão



Pv 19:11 - A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.

Há alguns dias estava eu conversando com um amigo e ele me dizia sobre algumas situações da vida e a dificuldade de lidar com traidores, falsos amigos, e pessoas que nos prejudicam deliberadamente. E na conversa ele me perguntou como eu conseguia me manter calmo quando ele mesmo tinha vontade de voar no pescoço de algumas pessoas. Hoje compartilho aqui a resposta e algumas coisas para melhorar nosso próprio caráter (que ainda tenho muito a crescer).

O texto de provérbios fala onde reside a glória de um homem. A glória está em perdoar as ofensas. Não se trata de deixar os outros te fazerem de bobo, mas de ter a maturidade para entender que pessoas são falhas, algumas possuem falhas graves de caráter, mas no fundo no fundo todos somos falhos e devedores perante o Eterno. A única glória que precisamos reside na grandeza da humildade que está presente naquele que perdoa. 

Mas alguém dirá: vai dizer que você perdoa tal e tal pessoa?  Claro! Perdoar não significa que eu vá ficar “amiguinho” desse ou daquele; significa que não carrego o peso de ficar pensando mal de fulano. O Eterno é quem os julgará, não sou eu.

Nos últimos dias, estive revendo alguns casos de pessoas que foram injustiçadas. 
Talvez você não se lembre da história da “Escola de Base” onde os proprietários foram acusados, execrados e condenados pela mídia, por terem supostamente abusado de alunos, crianças de quatro anos de idade. Resultado: eram inocentes! Hoje processam vários orgãos de imprensa, mas quem irá “restaurar a honra da familia?”
Faz um ano, uma mulher foi linchada no Guarujá/SP, por uma população revoltada, por ela supostamente raptar crianças para rituais de magia negra. Ela foi morta, todos voltaram pra casa com a sensação de “fizemos justiça” e depois se comprovou que ela era INOCENTE. Nunca, jamais se livrarão do trauma o esposo e as duas filhas, mas quem assumirá a culpa? Os que lincharam a mulher, dormem em paz?
Assim há vários outros casos de pessoas inocentes que são massacradas pela sociedade, baseadas em informações de internet, coisa que ninguém assume, mas “todo mundo vê que é verdade”.

Isso aconteceu na Torah, quando Coré, Datã, Abirão se levantaram contra Moisés, e pelo menos quinze mil pessoas foram influenciadas. Foi Deus quem os castigou. 
Miriã falou contra seu irmão Moisés, e ela ficou leprosa, e Moisés rogou ao Eterno por ela. Aí começamos a ver a glória do homem Moisés. Aliás, esse foi o início de uma série de levantes contra Moisés; primeiro Miriã, depois o episódio dos espias, depois Coré, depois o povo reclama por Coré e sua turma terem sido mortos (apesar de ter sido o Eterno quem os matou, o povo acusou Moisés de ter assassinado o “povo do Eterno)

Quando os israelitas fizeram o bezerro de ouro, e abandonaram Moshê e o Deus de Israel, esse homem foi perante o Eterno “tentar fazer propiciação” pelo povo. Moshê disse: “Agora, pois, perdoa-lhe o pecado; ou, se não, risca-me, peço-te, do livro que escreveste.”  (Êx 32:32)

Moisés tinha a grandeza, a glória, de perdoar os erros alheios, pois ele entendia que o povo “é de dura cerviz.” 

Se o exemplo de Moshê não nos serve, fiquemos com uma frase que eu amo meditar, as palavras de Yeshua, na chamada “oração modelo”: “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores;” (Mt 6:12)

Isso torna tudo condicional na nossa prece. “Perdoa como eu perdoo” é pesado de se dizer numa oração; será que podemos dizê-lo? Moshê podia. 

Não importa o que as pessoas façam, por mais chato e terrível que possa ser o que alguém faz contra nós, devemos saber que o perdão não é bom para quem é perdoado, é bom para quem perdoa...
Poder olhar para alguém que nos fez um mal, e ter paz no coração é uma sensação das mais agradáveis.

Repito que isso não tem nada a ver com ser ingênuo, bobinho, e as pessoas se aproveitarem de você. Tem a ver com ter paz no coração. Carregar rancor, ódio, é coisa de gente frágil espiritualmente.

Pirkei avot diz: “Quando duas pessoas contenderem, e entrarem diante de ti (juiz) considera a ambas como culpadas, mas quando elas sairem, considera a ambas como inocentes, pois já foram julgadas” 

Yeshua também disse que devemos perdoar setenta vezes sete por dia, ou seja, infinitas vezes. Perdoar é bom...

Pv 25:21,22 diz “Se o que te aborrece tiver fome, dá-lhe pão para comer; se tiver sede, dá-lhe água para beber,  porque assim amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça, e o SENHOR te retribuirá.” 

Dias atrás falei que a gente nunca deve se arrepender de fazer o bem para as pessoas, ainda que elas nos retribuam com o mal. Fazer o bem nunca é errado. E cada um só pode dar aquilo que possui; uns só podem dar o mal, fazer o quê?
Amontoe brasas sobre a cabeça de seus inimigos; seja bom, perdoe. Porque o resto, pertence ao Eterno, e no mínimo, você terá a glória de perdoar os pecados.

sexta-feira, abril 10, 2015

Reflexões para o dia: Shemini Shel Pessach (Oitavo dia de Pessach)



Dt 16:4 “Fermento não se achará contigo por sete dias, em todo o teu território...”

Enfim se passaram os sete dias de Pessach e de repente nos deparamos com o “Shemini Shel Pessach”, um oitavo dia sem fermento, comendo matzah e vivendo do “pão da miséria”. 
Esse ano, como Pessach encerrou na sexta-feira, não dava para preparar a chalah, ou comprar pão, e agora entramos no shabat, cumprindo oito dias sem fermento. Literalmente “shemini” o oitavo dia de pessach, ainda que o mandamento da Torah seja SETE dias. 
Não há como negar que é meio complicado essa semana, quando antes temos que limpar nossa casa e tirar toda bolachinha, chocolate, pão, e demais delicias que estamos acostumados. Não é nenhum drama, nada impossível, mas é esquisito ficar sem fermento. 
Toda vez se fala sempre do fermento da maledicência, mas hoje quero meditar sobre outras coisas, chega de falar de lashon harah. 
Estava lendo o texto da Torah para esse dia, e fui consultar o que diz o livro Torati (esse livro foi uma febre em nosso meio anos atrás, todo mundo queria ter como fonte de consulta, depois meio que caiu no esquecimento) e na página 643, ele propoe uma mensagem, dizendo: “Deus quer que você se alegre com o que possui e reconheça nEle o seu Provador. Dê o máximo de si a Deus: Ele poderá lhe retribuir com lucros.” 
O livro ainda propoe um exercício: “Faça uma lista dos bens significativos que você possui. Avalie como seria sua vida sem cada um deles.”

Que sugestões interessantes! 
Ficamos uma semana sem fermento, nos adaptamos, eventualmente reclamamos de faltar o pãozinho quentinho, mas quantos se lembram de agradecer por termos o pão durante os demais 360 dias do ano? 
Nos habituamos a ter o alimento constantemente que tendemos a não valorizar isso como uma grande bênção de nosso Provedor. 
Pirkê avot nos diz: “A quem deve o homem considerar rico? Aquele que está feliz com o que possui.” E é bem isso mesmo! 
E se comêssemos matzot durante o ano todo? E se tivéssemos que viver sem o nosso conforto dos bens mais valiosos que possuímos? 
Aos que possuem carro, pensem: como seria sua vida sem carro? Aos que possuem casa própria? Como seria sua vida se tivesse que viver numa casa mais simples, alugada?

Essa também é uma lição de Shemini Shel Pessach, sermos capazes de viver um dia a mais sem fermento. Fermento também representa o orgulho, pois o alimento levedado fica “inchado”, e o orgulho é incompatível com a gratidão, que é um sentimento encontrado em pessoas humildes. 

Não por acaso, após o shabat de pessach começamos a contar sete semanas, e chegamos à shavuot, e a Torah diz: 
Dt 16: 10,11 - “E celebrarás a Festa das Semanas ao SENHOR, teu Deus, com ofertas voluntárias da tua mão, segundo o SENHOR, teu Deus, te houver abençoado. Alegrar-te-ás perante o SENHOR, teu Deus, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua serva, e o levita que está dentro da tua cidade, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão no meio de ti, no lugar que o SENHOR, teu Deus, escolher para ali fazer habitar o seu nome.”

É nosso dever demonstrar gratidão ao Eterno, apresentando nossas ofertas voluntárias perante Ele, reconhecendo que dEle provém todas as nossas bênçãos. E devemos nos alegrar com isso, e a alegria deve contagiar todos que estão à nossa volta, nossos filhos, filhas, servos, levitas, estrangeiros, enfim, todos devem compartilhar de nossa alegria. 

Em Shavuot, somos ensinados que essa é a data da outorga da Torah a Israel, conforme nos conta a tradição judaica. E como seremos capazes de receber a Torah? 
Depois de tirarmos o fermento, de experimentar novamente sair do Egito, cruzar o Mar Vermelho, comer pães asmos durante sete dias, nos “desincharmos” do orgulho e reconhecermos as bênçãos provenientes do Eterno. Só aí, quando alguém nos perguntar, qual o bem mais valioso que possuímos, diremos: “A TORAH” E só quando formos capazes de encontrar na Torah, nosso bem mais valioso, a receberemos de verdade, e aí veremos que é chegado Shavuot, o dia da nossa alegria. 

E como é bom contar os dias pra que isso ocorra, então contemos juntos: estamos no dia sete da contagem. Daqui a seis semanas nos encontraremos com a doce lembrança do dia em que a Torah nos dada como bem mais precioso. 

Shabat Shalom e feliz oitavo dia sem fermento!

quarta-feira, abril 08, 2015

Reflexões para o dia: O que nos alimenta? Lixo ou Bondade!



Rm 12:21 “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

Nesse antepenúltimo dia de Pessach, em que passamos uma semana longe do fermento, é bom refletir sobre algumas coisas como: o que nos alimenta? Estamos na contagem do Omer, isso tem feito alguma diferença pra mim? Vale a pena fazer o certo? E mais coisas, pois esses cinquenta dias entre Pessach e Shavuot são também dias de reflexão. 

O que te alimenta? Essa é uma pergunta válida, pois é dito: você é o que você come! Se você acorda cedo, faz sua oração, lê a Torah, medita sobre algum texto bíblico, você se alimenta do espiritual, e isso vai fazer de você uma pessoa mais espiritual; nada mais óbvio. Mas também, por outro lado, se você acorda e vai direto ver o “jornal policial da manhã” que é puro sangue, crimes, é isso que te alimenta; ou ainda, você levanta e não vê a hora de entrar no facebook, pra ver o que fulano ou fulana postou, você está se alimentando do puro lixo. O fast food  do lixo. Alguém disse esses dias que o facebook tem se tornado num grande penico, onde as pessoas jogam todo tipo de excrementos. E é isso que nos alimenta?

O fato de eu não estar publicando diariamente meus devocionais não significa que eu não reze ou não medite mais, mas é que estamos perdendo muito tempo envolvidos em responder à Lashon Hara dos maledicentes (lembre-se, ainda estamos em Pessach, e portanto, é tempo de tirar o fermento). 

A contagem do Omer está aí, pra nos lembrar nestas sete semanas de que é necessário aperfeiçoar nossos traços de caráter, nossas midot. Nessa primeira semana, a midá é aperfeiçoar nosso chessed, nossa bondade. E aí vem a pergunta: vale a pena ser bom?  Claro que sim! Eu não sou bom para os outros, eu sou bom porque isso é bom pra mim. D-us está nos vendo... se alguém se aproveita de minha generosidade, o problema é dessa pessoa, não meu. Não há erro em ser generoso.

Essa semana estava eu lendo em casa alguns livros sobre judaísmo e de repente me deparei com uma personagem que gosto muito da bíblia: Abigail!

A história fascinante dessa mulher está relatada em 1 Samuel 25 (vale a pena a leitura)  e nos mostra o quanto vale a pena ser bom.

Abigail era casada com um homem chamado Nabal, e a bíblia diz que ela era inteligente e bonita, mas o esposo era maligno e duro. (Me pergunto como uma mulher boa pode se casar com um homem assim? Só por generosidade mesmo)
Davi e seus homens haviam sido generosos com Nabal, e um dia os servos de Davi precisaram de um apoio e pediram pão a Nabal; eis a resposta dele: “Quem é Davi? E quem é o filho de Jessé?...” Ora, ele bem sabia, mas foi estúpido e ríspido. 

Aí que entra a bondade de Abigail na história.

Davi ficou revoltado com a atitude de Nabal, e mandou seus homens se armarem para destruirem Nabal, e um dos servos de Nabal contou toda a história a Abigail. Ela, então, pegou duzentos pães, vinho, carnes de ovelha, bolos, uvas passas, figos, e foi ao encontro de Davi e seu exército. 
Davi disse a ela: “Ele (Nabal) me pagou o mal, pelo bem que eu o fiz” E Abigail com seu jeito convenceu Davi a não destruir pessoas inocentes.
O próprio D-us fez com que Nabal adoecesse e morresse. E pra encurtar a história, Davi mandou que trouxessem a ele a viúva Abigail e se casou com ela. 

Enfim, vale a pena ser bom, vale a pena fazer o que é certo, ainda que as pessoas façam coisas erradas contra nós. Essa história mostra uma grande mulher, generosa, que não se deixava influenciar pela maldade do marido. 
A história mostra que valeu a pena a Davi ser bom (ainda que com Nabal) porque de tudo isso, ele ganhou do Eterno uma esposa sábia e bela. 
Quem diz que mulher viuva ou separada não consegue arrumar um novo casamento? Abigail casou-se com o Rei de Israel. Não porque ela era bonita, mas por quem ela era. 

Nessa primeira semana da contagem do Omer, é tempo de aperfeiçoarmos nossos traços de bondade... sei que tem algo de bom dentro de cada um de nós. Talvez nos falte tirar o fermento, tirar o lixo, e nos alimentarmos de algo bom... quando nos alimentamos de algo bom, nosso interior fica bom e não nos tornamos pessoas rancorosas, cheios de fel de amargura, porque sim, vale a pena ser bom, ainda vale a pena ser bom.

Que tal nessa sexta-feira, no último dia de pessach, yom tov, ao invés de entrar no facebook e se alimentar de lixos, a gente abrir a bíblia e se alimentar de belas histórias como a de Abigail e Davi. Quem sabe D-us não esteja abrindo a mente para que boas mulheres encontrem em seu caminho um casamento com um rei.... quem sabe D-us não esteja abrindo seus olhos para encontrar uma mulher cheia de sabedoria e generosidade como Abigail... quem sabe essa pessoa não seja nosso próprio cônjuge? 
Vale a pena ser bom, acredite nisso. 

quinta-feira, março 26, 2015

Reflexões para o dia: Atitude em se lavar os pés



João 13:14 “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.”

Ao Yeshua lavar os pés de seus discípulos, que lição ele tentava transmitir, na noite de seu último Pessach? Essa é a meditação de hoje; antes de continuar a leitura, peço que pare aqui um pouco e medite acerca do que você pensa do ato de lavar os pés. Não continue lendo; pare, pense por alguns minutos e depois volte para ler o restante da postagem.

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Acreditando que você parou e meditou, deve ter chegado à óbvia conclusão que lavar os pés de alguém é um gesto de humildade que Yeshua ensinou aos discípulos, não é? Vamos aos fatos...

1º) Era Pessach, e em Pessach não existe o lava-pés como parte do rito do Seder. 
2º) Era a última noite de Yeshua com seus discípulos. Imagine que você saiba que hoje é seu último dia de vida. Ao chamar seus filhos, que conselhos daria a eles? 
Yeshua preferiu dar o conselho de: “sejam humildes, sempre!”
3º) Lavar os pés era um costume antigo, que já tinha a ver com hospitalidade, humildade, respeito, etc...

Agora vamos a alguns detalhes:
- O rito de Pessach foi instituído em Êx 12, quando os israelitas saíram apressadamente do Egito, rumo à terra prometida. Ali e em nenhum outro lugar sequer menciona a lavagem dos pés nessa cerimônia. Tampouco Yeshua lavava os pés de alguém e não há nenhuma menção disso ter ocorrido anteriormente em nenhuma das vezes anteriores em que ele certamente participou dessa celebração. 
Depois de sua morte, o relato que temos é em 1 Co 11:17-34, quando Shaul HaShaliach fala sobre o Pessach, mas ali ele sequer menciona que lavar os pés de alguém seja parte (nova) do ritual daquela festa. 
Então é preciso entender que, de fato, Yeshua não instituiu o lava-pés como parte da festa. O que ele fez foi “dar uma lição de moral aos discípulos”

- João 13:2-5 fala que: “acabada a ceia,...Yeshua cingiu-se e começou a lavar os pés aos discípulos”
Esses versos nos mostram que a Ceia (o jantar) já tinha acabado, portanto, o lavar dos pés foi fora da cerimônia. 
Quem lavou o pé de quem? O texto mostra que Yeshua lavou os pés dos discípulos e não foi uma troca de presentes, um lavando os pés dos outros. Quem lavou os pés de Yeshua? Ninguém! Ele, o líder, é quem lavou os pés dos doze.
Outra coisa importante, é que Ele não lavou os pés do “povo” mas apenas de seus doze, os que estavam mais próximos a ele.

- “Ora, se eu, sendo o Senhor e o Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros.  Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também..  Ora, se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as praticardes.” (Jo 13:14-17) 
Que exemplo ele deu? Exemplo de humildade, por isso disse: “se eu sendo mestre fiz isso, porque vocês não poderiam ser humildes também?... se sabeis estas coisas (humildade, porque se fosse lavar os pés, qual adulto não saberia lavar os pés?) bem-aventurados se as praticardes (gestos de humildade)”
Note que o texto NÃO fala que eles começaram a lavar os pés uns dos outros, mesmo Yeshua tendo dito que eles deveriam lavar os pés uns dos outros. Lavar os pés, ser humilde, não é só em Pessach. É na vida, no dia-a-dia que provamos nossa humildade. 

- Lavar os pés era uma prática antiga, desde os dias de Abraão já se fazia isso, num gesto de humildade e hospitalidade. Quer provas?
(Gn 18:2-8) Abraão disse: “não passes de teu SERVO, traremos água para vocês lavarem os pés, e descansar debaixo da sombra da árvore.” 
(Gn 19:1,2) Ló, sobrinho de Abraão, repetiu o gesto de hospitalidade com os anjos do Eterno. 
(Gn 24:32) Eliézer, servo de Abraão, ao buscar uma esposa para Isaque, foi recebido pela família de Labão e lhe ofereceram um lugar para ficar e água para os pés. 

Certa vez Yeshua foi convidado a comer na casa de um fariseu. Lá, uma mulher (pecadora) lavava os pés de Yeshua com unguento, pé regado a lágrimas, e secado com seus próprios cabelos. Que gesto lindo de humildade! 
Isso incomodou o fariseu... é humildade demais, e este reclamou a Yeshua, que respondeu: “Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés, mas esta regou-me os pés com lágrimas e mos enxugou com seus cabelos. Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de beijar os pés, não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento...” (Lc 7:36-50)

É uma preocupação comum hoje, ao chegar perto do Seder, muitas pessoas já escolhem de quem vão lavar os pés, há os que querem lavar os pés do Rosh (só pra se exibirem na festa)  e isso na verdade mostra exatamente quem somos. 
Lavar os pés, ser humilde é todo o dia. É fazer isso em casa, ao receber uma visita, é tratar bem as pessoas. Quando Avraham  trouxe água para os visitantes de Deus, não era Pessach... Quando a família de Rebeca trouxe água para Eliezer, não era Pessach. 

A humildade é a lição, foi isso que pegou o fariseu hipócrita (que queria se exibir, mostrando que Yeshua foi em sua casa para comer). Quem nunca lava os pés aos outros, não vai ser na festa que vai demonstrar uma falsa humildade. 

Em 1 Tm 5:10, ao falar das viúvas dignas, está escrito: “tendo testemunho de boas obras, se exercitou a hospitalidade, SE LAVOU OS PÉS AOS SANTOS...” Isso faz a diferença, o bom testemunho, a humildade. 
Pela última vez, lava-pés não é parte do Pessach, é parte da vida das pessoas humildes. 

***Ps.: Se você ainda não tem uma hagadah de Pessach, solicite a mim que eu envio o arquivo por e-mail ou facebook, para que você possa imprimir.

quarta-feira, março 25, 2015

Reflexões para o dia: Pessach e o pão da miséria


Tg 4:9-11 “Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza.  Humilhai-vos perante o Senhor, e ele vos exaltará. Irmãos, não faleis mal uns dos outros. Quem fala mal de um irmão e julga a seu irmão fala mal da lei e julga a lei; e, se tu julgas a lei, já não és observador da lei, mas juiz.”

Um dos itens mais conhecidos da festa de Pessach é a matsá, ou pão ázimo, o pão sem fermento e que traz consigo mais do que uma mera simbologia, mas grandes ensinamentos que devem ser praticados ao longo do ano, durante toda a vida e não apenas na festa. Isso explica o motivo pelo qual a meditação de hoje é baseada no texto de Tiago 4, que não fala especificamente da festa de Pessach, mas de nossas atitudes.

A matsá é conhecida também como o pão da miséria, e a Torá a ela se refere como “lechem oni”, o pão da aflição. Quando comemos matsá, não é apenas do fermento que nos libertamos, que sempre traz a analogia da lashon hará, da maledicência, mas também tem o sentido de nos libertarmos de sentimentos de grandeza, de orgulho próprio, de nos acharmos melhores do que os demais, e porque não dizer, também lembrarmos de que um dia éramos escravos, pobres, miseráveis, e hoje somos livres para servir ao Eterno, mas não livres para oprimir, maldizer e humilhar pessoas. E aí que entra o texto de Tiago. Ele diz: “Humilhem-se diante do Senhor, e ele os colocará numa posição de honra. Meus irmãos, não falem mal uns dos outros. Quem fala mal do seu irmão ou o julga está falando mal da lei e julgando-a.” 

O apóstolo nos incita a sentirmos nossas próprias misérias.  Falar mal dos outros é fácil, difícil é sentir as próprias misérias; difícil é reconhecer nossos próprios erros. 
Você já foi punido? Eu já! Já passei por período de castigo e dor, e sei que é difícil suportar a punição, mas há o texto que diz: “Filho meu, não desprezes a correção do Senhor e não desmaies quando, por ele, fores repreendido; porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho. Se suportais a correção, Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija?” (Hb 12:5-7) 

Quando nos revoltamos contra o castigo, nos sentimos superiores, ou aproveitamos para apontar erros alheios, é sinal de que não somos capazes de “sentir nossa miséria” e se não o somos, porque comemos a matsá? Porque celebramos Pessach? 

Pessach é a festa da libertação dos filhos de Israel da escravidão no Egito, mas é também a festa da humildade, quando comemos ervas amargas, pão da miséria, o charosset (que nos lembra os tijolos fabricados pelos escravos no Egito) e tudo isso pra que? Pra lembrarmos que fomos escravos, e que não podemos tratar as pessoas da forma como os israelitas eram tratados no antigo Egito. A Torah fala em Êx 23:9 para não oprimirmos ao estrangeiro, porque fomos estrangeiros no Egito... ou seja, não faça aos outros, aquilo que não quer que façam contigo (e você já sofreu isso, não faça os outros sofrerem).

Se hoje temos o delicioso pão francês ou caseiro sobre a mesa todos os dias, Pessach está aí para nos lembrar dos momentos difíceis, das lutas, e sim, claro, das vitórias que o Eterno nos concede. Mas lembremo-nos sempre da humildade. 
E por falar em humildade, durante seu último Pessach, nosso Mestre Yeshua, em seu último Pessach, lavou os pés dos seus discípulos, num claro ensino sobre a humildade. (o lava-pés fica para uma próxima meditação) 
Então gente, ao receber sua caixa de matsá ou ao produzir seu próprio pão da miséria, antes de comer, vamos nos lembrar e sentir nossas misérias, converter nossa alegria em pranto, e nos humilhar diante do Eterno... e chega de falar da vida alheia, porque isso não passa de orgulho pessoal e fermento demais, e é tempo de limparmos nossa casa (nossa vida) do fermento, antes que levede toda a massa.

***Ps.: Se você ainda não tem uma hagadah de Pessach, solicite a mim que eu envio o arquivo por e-mail ou facebook, para que você possa imprimir.

segunda-feira, março 23, 2015

Reflexões para o dia: Pessach, quem é livre?



Jo 8: 33 “Responderam-lhe: Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?”

Estamos no Mês de Nisan, o primeiro do calendário judaico religioso e certamente dos mais importantes, pois esse mês marca o povo de Israel de uma forma singular, considerando que foi em Nisan que os israelitas foram libertos da escravidão do Egito, onde viveram por quatrocentos anos. Espero nos próximos dias meditar e compartilhar aqui alguns pensamentos acerca de Pessach.

A Torah nos relata em Shemot 12, acerca da primeira celebração de Pessach e da saída dos filhos de Israel do Egito. Nossos sábios e a própria Torah descrevem como devemos celebrar essa festa, sendo ela a única que é de verdade restrita, e só podem participar aqueles que são circuncidados. 

Nos últimos dias tenho refletido (ainda que não tenha publicado postagens) acerca de quem é livre de verdade. Você já conversou alguma vez com um “viciado”? Viciado não necessariamente em drogas ilícitas, mas também em bebidas alcoólicas e outras coisas. Eles sempre dirão algo como: “eu não preciso de religião, eu sou LIVRE pra fazer o que quiser...” será mesmo?

O texto de João 8 nos traz uma sequência interessante de fatos. Quero apresentar rapidamente alguma coisa.

1º  - Mulher adultera: Uns fariseus e escribas quiseram testar a Yeshua, e trouxeram uma mulher adúltera perante ele. A mulher havia sido pega em flagrante adultério... e porque aqueles homens não “fizeram justiça”? Trouxeram para Yeshua, só pra ver o que ele falaria. 
Tem pessoas que se acham demais, que se sentem no direito de fazer acusações, de pegar esse ou aquele e massacrar, e depois deixar que “o Rosh resolva”. Tais pessoas se acham justiceiros, os donos da razão, inimputáveis de pecado. Mas bastou Yeshua dizer a famosa frase: “aquele que estiver sem pecado atire a primeira pedra” que eles foram saindo... e então Ele deu a sentença à mulher: “vá e não peques mais”.
Sim, ela havia pecado, e sim, poderia ter sido apedrejada ali mesmo, mas onde estavam os acusadores? Eles mesmos eram escravos do pecado, e buscavam “provar Yeshua”, eles eram maus, apesar de se acharem bons. Aqueles homens expuseram a mulher, expuseram a Yeshua, mas no fim, quem teve sua vergonha exposta foram eles mesmos. 

2º - Vós julgais segundo a carne: não satisfeitos, os fariseus ali acusaram Yeshua de testemunhar falsamente dele mesmo. Yeshua falou que o juizo deles era segundo a carne, ou seja, eles eram homens carnais. O carnal se acha, ele não tem nada do espírito de D-us sobre ele. Por isso mesmo Yeshua disse: “vocês não conhecem a mim e nem a meu Pai” e concluiu, dizendo que eles morreriam em seus pecados. (Jo 8:24) 
Assim é o escravo do pecado, vive e morre no pecado, mas nunca reconhece que está errado. Vivem de acusações, de tentar destruir, prejudicar o ministério, e se acham “o povo de D-us”. E a discussão seguia com o Mestre.

Assim como o escravo do vício se acha livre, esses homens se achavam livres... e disseram: “Somos descendência de Abraão, e nunca servimos a ninguém; como dizes tu: Sereis livres?” E segue: “Responderam e disseram-lhe: Nosso pai é Abraão. Jesus disse-lhes: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão. Mas, agora, procurais matar-me a mim, homem que vos tem dito a verdade que de Deus tem ouvido; Abraão não fez isso.” (Jo 8:35,39,40)

E pra encurtar a história, Yeshua disse: “Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai.”

Daqui a menos de duas semanas teremos pessach, teremos o seder de Yeshua, o seder de homens livres. Iremos participar? Devemos participar? Depende! Se formos homens livres, se não vivemos fazendo acusações, apontando com o dedo em riste sobre esse ou aquele, ou nos julgando os donos da verdade, os justiceiros, aí podemos e devemos participar, pois somos filhos de Abraão. 
Agora, quem vive de acusar, quem vive escravo do pecado, se escondendo sob falsas imagens, aprensentando falsos perfis de pessoas de bem, esses não sei, talvez eles mesmos deviam se julgar e ouvir as palavras do Mestre: “quem estiver sem pecado atire a primeira pedra”.

Lembremo-nos que dos mais de seiscentos mil homens que saíram do Egito, apenas dois daquela geração foram capazes de chegar à Terra Prometida. Eles sim, foram livres e entenderam a verdadeira mensagem do Pessach.

É tempo de encontrarmos a liberdade nas coisas boas, não em trazer pessoas para serem apedrejadas; pessoas livres fazem o bem. É tempo de tirar o fermento, mas isso fica para uma próxima meditação.