quinta-feira, janeiro 03, 2013

Circuncisão - Apóstolo Paulo, polêmico personagem



APÓSTOLO PAULO, O PERSONAGEM POLÊMICO
Já vimos que Shaul HaShaliach era circuncidado. Fariseu, zeloso dos mandamentos, irrepreensível de acordo com a justiça que há na lei.
As religiões de hoje utilizam-se dos mesmos argumentos para defender de que Shaul era contra a lei (e por isso mesmo os tais são contrários à Torah) fazendo exatamente aquilo que os acusadores de Shaul HaShaliach faziam há quase vinte séculos.

Observando as atitudes de Shaul, no livro de Atos, tendo sido até preso, provava ser um praticante e defensor da lei. Parece contraditório com alguns argumentos atribuídos a ele nas cartas.

Ele mesmo circuncidara a Timóteo:

At 16:3 "Paulo quis levá-lo consigo e por isso o circuncidou, pois todos os judeus que moravam naqueles lugares sabiam que o pai de Timóteo não era judeu. (era grego)"

Esse texto evidencia que ele não era contra a circuncisão, pois alguém como ele, que esteve preso e sofreu perseguições, não circuncidaria a alguém apenas por pressão. Aliás, pelo contrário, deixa claro que para estar entre o povo judeu e considerar-se um israelita, era necessário passar pelo rito da circuncisão.

Aqueles que lerem atentamente o livro de Atos, desde o capítulo vinte e um em diante, perceberão que Shaul HaShaliach foi levado preso e ninguém encontrava nele acusação alguma digna de crédito.

At 21:20,21 "Ouvindo-o, deram eles glória a Deus e lhe disseram: Bem vês, irmão, quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei; e foram informados a teu respeito que ensinas todos os judeus entre os gentios a apostatarem de Moisés, dizendo-lhes que não devem circuncidar os filhos, nem andar segundo os costumes da lei."

Ainda que os membros da Kehilah queriam evitar que Shaul aparecesse e fosse levado preso, ele, ciente de que não fizera nada errado, lhes dizia:

At 21:13 "Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome de Yeshua."

A partir de então ele foi levado aos juízes, sob acusação de ser contra a lei, também sob acusação de ter introduzido gentios no Templo. (At 21:28).

Do tribunal da corte, após sua defesa foi levado ao Sinédrio, depois diante do governador Felix, diante de Festo, e perante o rei Agripa, e temos:

At 26:31,32 "falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada tem feito passível de morte ou de prisão. Então, Agripa se dirigiu a Festo e disse: Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César."

Levado até Roma, Shaul ficou preso em casa, sob os cuidados de um soldado, quando novamente se defende:

At 28:17,18 "E aconteceu que, três dias depois, Paulo convocou os principais dos judeus e, juntos eles, lhes disse: Varões irmãos, não havendo eu feito nada contra o povo ou contra os ritos paternos, vim, contudo, preso desde Jerusalém, entregue nas mãos dos romanos, os quais, havendo-me examinado, queriam soltar-me, por não haver em mim crime algum de morte."
  Se ele fosse contra a circuncisão, então seria fácil para os seus acusadores acharem provas de sua desobediência à Torah.

At 28:21-23 "Então, eles lhe disseram: Nós não recebemos acerca de ti cartas algumas da Judéia, nem veio aqui algum dos irmãos que nos anunciasse ou dissesse de ti mal algum. No entanto, bem quiséramos ouvir de ti o que sentes; porque, quanto a esta seita, notório nos é que em toda parte se fala contra ela. Havendo-lhe eles marcado um dia, vieram em grande número ao encontro de Paulo na sua própria residência. Então, desde a manhã até à tarde, lhes fez uma exposição em testemunho do reino de Deus, procurando persuadi-los a respeito de Yeshua, tanto pela lei de Moisés como pelos profetas."

Se nenhum tribunal em sua época foi capaz de manter acusações e o matar, como alguém hoje, seria capaz de provar que Shaul era contra a Lei?

Os que se opunham a ele fizeram de tudo para matá-lo, e se já não podiam "legalmente", pois não havia prova alguma contra ele, conspiraram para finalmente conseguirem efetivar seus planos:

At 23: 14,15 "Conjuramo-nos, sob pena de maldição, a nada provarmos até que matemos a Paulo. Agora, pois, vós, com o conselho, rogai ao tribuno que vo-lo traga amanhã, como querendo saber mais alguma coisa de seus negócios, e, antes que chegue, estaremos prontos para o matar."

Se naqueles dias foram capazes de conspirar para matá-lo, fazendo armadilhas, não fica difícil à religião "detentora das cartas paulinas" atribuir coisas e frases a ele (que já não tem como se defender) e assim fundamentar sua fé de que Shaul HaShaliach era contra a Torah.

Shaul HaShaliach, judeu, da tribo de Benjamin, fariseu, zeloso da lei e instruído aos pés do sábio Gamaliel NÃO ERA CONTRA A LEI, NÃO ERA CONTRA A CIRCUNCISÃO, mas como uma mentira contada muitas vezes acaba passando por verdade, eis que agora ele se torna o "defensor" daqueles que são contrários à Torah.

Por fim, sempre temos dito, se algum dia nos depararmos com uma aparente contradição entre a Torah e os escritos da Brit Chadashah, fiquemos com a Torah.

Aqueles que dizem que Shaul HaShaliach condena a circuncisão são os mesmos que afirmam que Yeshua aboliu a Lei. Pense nisso!

quarta-feira, janeiro 02, 2013

Circuncisão - Yeshua e Seus talmidim eram circuncidados? (Parte 4)

 
E POR ACASO YESHUA E OS APÓSTOLOS ERAM CIRCUNCIDADOS?

Antes de iniciar essa parte, cabe relembrar que Yeshua era um sábio judeu e suas práticas eram totalmente judaicas. Querer transformá-lo num Messias contrário à Torah e às práticas israelitas é distorcer os fatos de maneira descarada.
Querer colocar textos de cartas atribuídas a Shaul HaShaliach acima dos Escritos Sagrados da Torah é no mínimo temerário, porque como o próprio apóstolo Pedro disse: "Nas cartas dele há algumas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e os fracos na fé explicam de maneira errada, como fazem também com outras partes das Escrituras Sagradas. E assim eles causam a sua própria destruição." (2 Pe 3:16) Usei a tradução da Linguagem de Hoje porque fica muito claro, e também para quem lê nas mais diversas versões, sabe que nos textos da Brit Chadashah há textos que divergem completamente de uma versão para outra, isso sem contar acréscimos e mudanças já feitos propositalmente pela religião romana, detentora e quem escolheu e "canonizou" os textos do chamado Novo Testamento.

Agora analisemos: Yeshua foi circuncidado?
Lc 2:21,22 "Completados oito dias para ser circuncidado o menino, deram-lhe o nome de Yeshua, como lhe chamara o anjo, antes de ser concebido. Passados os dias da purificação deles segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém..."

Não apenas circuncidado, mas seus pais respeitaram os dias de purificação, como determina a Torah.

Kefah HaShaliach foi circuncidado?
At 11:2,3 - Quando Pedro subiu a Jerusalém, os que eram da circuncisão o argüiram, dizendo: Entraste em casa de homens incircuncisos e comeste com eles.

Quando ele foi questionado por comer com incircuncisos, fica evidente que ele era circuncidado.

Shaul HaShaliach foi circuncidado?
Fp 3:5 "circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus"

Aliás, esse texto de sua carta aos filipenses serve bem de parâmetro acerca de como ele via o assunto.
Fp 3:2,3 "Acautelai-vos dos cães! Acautelai-vos dos maus obreiros! Acautelai-vos da falsa circuncisão! Porque nós é que somos a circuncisão, nós que adoramos a Deus no Espírito, e nos gloriamos em Yeshua HaMashiach, e não confiamos na carne."

Aqui ele fala, ainda que sem citar, as duas circuncisões. Daqueles que eram a "falsa circuncisão" (Isso na versão RA, porque na versão RC fala apenas: acautelai-vos da circuncisão. Só por aí já dá pra ver se são confiáveis as muitas versões da Brit Chadashah)

Falsa circuncisão, o texto sugere, ao citar os que confiam na carne, são os judeus que confiavam ser salvos por serem circuncisos, que se julgavam "superiores".

"Nós é que somos a circuncisão" é uma referência aos seguidores de Yeshua, circuncidados no coração, guardadores das mitsvot por amor. E segue:
Fp 3:4-6 "Bem que eu poderia confiar também na carne. Se qualquer outro pensa que pode confiar na carne, eu ainda mais: circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; quanto à lei, fariseu, quanto ao zelo, perseguidor da kehilah; quanto à justiça que há na lei, irrepreensível."

Falando de si próprio, ele cita que se fosse para confiar "apenas na carne", ele podia se gloriar disso, pois cumprira a mitsva da circuncisão. Mas acrescenta: quanto à justiça que há na lei, irrepreensível. Essa é a diferença...

Com todo o zelo, como bom fariseu, ainda faltava a ele algo, o Mashiach. Uma vez tendo aceito a Yeshua como seu Mashiach, Shaul sofreu a perda de todas estas coisas.

Outro detalhe, em sua teshuvah pessoal, Shaul afirma (sendo bom conselho para todos nós:
Fp 3:12-16 "Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Yeshua HaMashiach. Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Yeshua HaMashiach. odos, pois, que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos."

- Ele não se julgava pronto, sabendo tudo, fechado.

Um bom discípulo quer sempre aprender mais, buscar mais, conhecer mais.

- Deixava de lado aquilo (as fases) que já tinha passado.

Shaul HaShaliach não ficava: ah! eu aprendi assim, antes era de tal maneira, como muitos o fazem hoje. Agarram-se ao passado!

- Avançando para as que diante de mim estão.

Nossa teshuvah tem que ser um processo contínuo. A Kehilah não deve ser estática, parada no tempo.

- prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação...

Nunca perder de foco os objetivos de alcançar a maturidade espiritual, cumprindo com as mitsvot do Eterno, de acordo com o que ensinava Yeshua, em Sua Nova Aliança, com a Torah gravada nos corações.

- todos que somos perfeitos, sintamos o mesmo.

Devemos zelar pela preservação da unidade da Kehilah, sem ninguém se apressando, nem ficando para trás.

- se, porventura, pensais doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o que já alcançamos
Se você não compreende o avanço da Teshuvah, ainda assim, prossiga junto, sem críticas, sem ser tropeço, porque no devido tempo o Eterno abrirá seus olhos e tudo será esclarecido, mas continue andando junto, de acordo com o que já alcançamos em nossa Teshuvah.

terça-feira, janeiro 01, 2013

Circuncisão, no coração ou na carne? (Parte 3)


AS DUAS CIRCUNCISÕES. DA CARNE E DO CORAÇÃO. QUAL A MELHOR?
 
A Torah não fala apenas da circuncisão do prepúcio do homem, mas apresenta também uma outra:

Dt 10:16 "Circuncidai, pois, o vosso coração e não mais endureçais a vossa cerviz."
 

No contexto, Moshê fala ao povo sobre o que HaShem queria deles: "Que temas ao Senhor, andes em todos os Seus caminhos e o ames e sirvas de todo o coração... para o teu bem." (Dt 10:12,13)
Isso mostra que a circuncisão não era o mais importante, não bastava ser circuncidado para ser salvo. Como já vimos, ela era o sinal, o "selo da justiça da fé de Avraham". De que adianta termos um "sinal de nascença" se não soubermos o seu significado, ou não colocarmos em prática aquilo que o sinal representa? Por isso, Moshê fala ao povo para "circuncidar o coração".
Quando a Brit Chadashah fala que o Eterno não faz acepção de pessoas (Rm 2:11) ou que não há judeu, nem grego (Gl 3:28) muitas pessoas erroneamente entendem que qualquer um, a seu modo, poderá ser salvo, e que não precisa disso ou daquilo para ser salvo.
Na verdade, esses textos nos mostram que não há acepção mesmo, pois todos serão igualmente julgados por seus pecados, tanto que o texto diz:
Rm 2:12-14 "Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei, os quais mostram a obra da lei escrita no seu coracao"
 
Parece claro que o texto fala da lei escrita no coração (circuncisão de coração) e que não basta ouvir da lei, mas praticar. Foi isso que disse o profeta Jeremias, séculos antes da implantação da Nova Aliança:

Jr 9:25,26 "Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que visitarei a todo circuncidado com o incircunciso. Ao Egito, e a Judá, e a Edom, e aos filhos de Amom, e a Moabe, e a todos os que cortam os cantos do seu cabelo, que habitam no deserto; porque todas as nações são incircuncisas, e toda a casa de Israel é incircuncisao de coracao.
 
Porquê o Eterno visitaria (castigaria) as nações?
- Porque todas as nações são incircuncisas.
Porquê o Eterno visitaria a casa de Israel?
Porque, apesar de serem circuncidados, eram incircuncisos de coração, ou seja, desobedientes. Por isso Ele diz:

Jr 31:31-33 "Eis aí vêm dias, diz o SENHOR, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o SENHOR. Porque esta é a aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dias, diz o SENHOR: Na mente, lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo."
   

Que outra aliança seria senão a guarda dos mandamentos no coração, por amor, e não por mera obrigação? É nítido quando um judeu cumpre determinadas leis por mera obrigação, senão vejamos: quando sabemos que fulano é judeu?
- Quando se casa de kipah sob uma chupah.
- Quando nasce um filho e ele o circuncida ao oitavo dia.
- Quando, aos completar 13 anos, faz seu bar-mitsva.
Mera formalidade, diriam alguns, mas são essas formalidades que "identificam um israelita". Ainda que desobediente à Torah, um judeu faz questão de se identificar nestes momentos. Agora pense:
Se um judeu não praticante, sente-se feliz em praticar tais atos, imagine você, praticante, com o coração circuncidado e as leis gravadas no coração, porquê não o faria?
É até compreensível que alguns, outrora gentios, oriundos de religiões pagãs, tenham certo receio de que se forem circuncidados estariam negando ao Mashiach, anulando o sacrifício, etc... mas, deixando o ranço e bagagem de lado, vejamos:
- O Mashiach é judeu, veio para as ovelhas perdidas da Casa de Israel (Mt 15:24)
- Como ele poderia representar a salvação para os judeus, se Ele e Seus talmidim fossem contra a circuncisão, uma prática instituida não por Moshê, mas pelo Eterno em Avraham, nosso patriarca?
- Por acaso a circuncisão, deixando de ser feita, não deixaria de haver o sinal entre D-us e os descendentes de Avraham?
Rm 3:1,2 - Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos.
   
Quando Shaul HaShaliach fala das vantagens da circuncisão, SOB TODOS OS ASPECTOS, fica dificil imaginar que ele se tornaria contrário à tal prática, mas em que podemos dizer que ela é boa?
- Ela te identifica como israelita.
Quando alguém te pergunta: você é judeu? Porquê muitos homens titubeiam na hora da resposta? Medo! Porque na verdade a pergunta é: você é circuncidado? Sim, sou! Agora, quem não é circuncidado treme mesmo, pois não tem o sinal de Avraham.
- Ela faz bem para a saúde.
Deixando um pouco de lado a questão religiosa, a circuncisão traz muitos benefícios físicos ao homem, como evitar muitas doenças sexualmente transmissíveis, alguns tipos de câncer, ejaculação precoce, etc... (quer saber mais, consulte o google)
- Ela preserva a aliança do Eterno com Seu povo
Gn 17:14 "O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança."
   
- Quem é circuncidado tem em si o cumprimento de um mandamento do Eterno.
 
Em sua defesa, antes de ser morto, Estêvão fala contra os homens incircuncisos de coração e de ouvidos, que o julgavam:
 
At 7: 51 "Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e ouvido, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim, vós sois como vossos pais."
 
Ainda que ninguém fale da "circuncisão de ouvido" ela se refere àqueles que fecham os ouvidos para não compreender o que Ruach HaKodesh nos tem ensinado, assim como o incircunciso de coração, que não tem amor pelas mitsvot do Eterno.

O fato é que uma não exclui a necessidade da outra. Ninguém pode se justificar no fato de ser "circuncidado no prepúcio" assim como aquele que se julga "circuncidado no coração" não pode se dizer completo. Ambas se completam.
 
Continuará...
 
 
 


Circuncisão - Seja um descendente de Abraão, com o selo da justiça da fé (Parte 2)

 
Antes de tudo, leia primeiro o texto anterior. Esta é a PARTE 2.
 
ABRAÇAR A ALIANÇA E RECEBER UM NOVO NOME
 
Is 56:3-5 - "Não fale o estrangeiro que se houver chegado ao SENHOR, dizendo: O SENHOR, com efeito, me separará do seu povo; nem tampouco diga o eunuco: Eis que eu sou uma árvore seca. Porque assim diz o SENHOR: Aos eunucos que guardam os meus sábados, escolhem aquilo que me agrada e abraçam a minha aliança, darei na minha casa e dentro dos meus muros, um memorial e um nome melhor do que filhos e filhas; um nome eterno darei a cada um deles, que nunca se apagará."

Porque o Eterno não faz acepção de pessoas, tal qual o patriarca Abrão, teve seu nome mudado porque abraçou a aliança com o Eterno, vindo a se chamar Avraham, HaShem promete, aos que escolhem aquilo que O agrada e abraçam Sua aliança, um novo nome, melhor do que o de filhos e filhas... e por quê? Porque escolhemos obedecer Seus mandamentos, guardamos o shabat, e abraçamos a aliança, marcamos na carne, retirando a pele de nosso prepúcio, nos fazemos Seus filhos, e no Mashiach, descendentes de Avraham, cumprimos com a Brit Milah.

Nem todos valorizam isso, mas Pirkê Avot nos diz: "...todo aquele que desdenha a aliança de Abraão, nosso pai, que dá falsa interpretação à Lei Divina, mesmo que a tenha estudado e tenha praticado boas obras, não tem parte na vida futura." (Avot 3:15)

Aqueles que desprezam a circuncisão, julgando ser desnecessário, ou não atribuindo a tal ato seu devido valor incorrem em pecado. Também menosprezam seu valor aqueles que, uma vez circuncidados, não preservam firme o pacto, abandonando as leis e tradições que mantém unidos os israelitas em todos os cantos do mundo, seja através do estudo semanal da Torah, (o mesmo no mundo todo) as orações, o amor por Israel, e o respeito ao próximo até mesmo ao não envergonhar alguém. Talvez por isso mesmo Shaul HaShaliach tenha dito, em suas cartas:
"A circuncisão é nada, e a incircuncisão nada é, mas, sim, a observância dos mandamentos de Deus." (1 Co 7:19)
"Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne. Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus... Porque a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão." (Rm 2:28,29,25)

Aquele que abraça os mandamentos do Eterno, tem na circuncisão um símbolo de sua obediência. Para quem desobedece, ela também é um sinal, só que nesse caso, de alguém que não dá valor ao pacto do Eterno, nem ao shabat, nem às mitsvot todas.

Nesse mesmo texto de sua carta aos Romanos, Shaul fala algo interessante:
Rm 2:26 "Se, pois, a incircuncisão (gentios) observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão (israelita)?"
Aí cabem alguns questionamentos, por exemplo:
- Como você pode dizer que cumpre os mandamentos, que é um filho de Abraão, se não obedece o mandamento da circuncisão?
- Ser considerado circuncisão é sinal de que é circuncidado?
Os que menosprezam o valor, simplesmente não querendo cumprir com esse mandamento, não se dão conta de que Shaul HaShaliach disse algo semelhante quando falou acerca do uso do véu pelas mulheres. Vejamos:
1 Co 11:5,15 "Toda mulher, porém, que ora ou profetiza com a cabeça sem véu desonra a sua própria cabeça,...Mas ter a mulher cabelo crescido lhe é honroso, porque o cabelo lhe foi dado em lugar de véu."
Ora, as mulheres não usam véu? Não cobrem a cabeça? O dizer que o cabelo foi dado em lugar de véu... é como o dizer que a incircuncisão é circuncisão. Uma coisa não anula a outra.
Assim como ter cabelo crescido é honroso para a mulher, mas NÃO ANULA A NECESSIDADE DE COBRIR A CABEÇA, também os gentios que guardam os mandamentos, sendo "circuncisos de coração" NÃO ANULA A MITSVA DA BRIT MILAH. E Shaul diz:
1 Co 11:13,10 "Julgai entre vós mesmos: é decente que a mulher ore a Deus descoberta? Portanto, deve a mulher, por causa dos anjos, trazer véu na cabeça, como sinal de autoridade."

Na sequencia ele diz: "se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume" porque cumprimos os mandamentos. A brit milah é para quem abraça a aliança, não para quem quer contender, só que que não aceita a brit, esse tal não pode se denominar descendente de Abraão, uma vez que os descendentes carregam este sinal em sua própria carne.

Ainda sobre Shaul HaShaliach, ele falou que "circuncisão é a que é de coração", mas este texto de Romanos é muito interessante, especialmente para quem tem o cuidado de seguir analisando o contexto. No capítulo 4, ele fala de Abraão e esclarece:
Rm 4:7-10 "Bem-aventurados aqueles cujas iniqüidades são perdoadas, e cujos pecados são cobertos; bem-aventurado o homem a quem o Senhor jamais imputará pecado.
Vem, pois, esta bem-aventurança exclusivamente sobre os circuncisos ou também sobre os incircuncisos? Visto que dizemos: a fé foi imputada a Abraão para justiça. Como, pois, lhe foi atribuída? Estando ele já circuncidado ou ainda incircunciso? Não no regime da circuncisão, e sim quando incircunciso."
A justiça da fé foi imputada a Abraão estando ele INCIRCUNCISO. Mas o que acontece depois?
Rm 4:11,12 "E recebeu o sinal da circuncisão como selo da justiça da fé que teve quando ainda incircunciso; para vir a ser o pai de todos os que crêem, embora não circuncidados, a fim de que lhes fosse imputada a justiça, e pai da circuncisão, isto é, daqueles que não são apenas circuncisos, mas também andam nas pisadas da fé que teve Abraão, nosso pai, antes de ser circuncidado."
A circuncisão foi vista por Shaul como "selo da justiça da fé" e Abraão seria pai daqueles que não são "apenas circuncidados, mas que andam nas suas pisadas da fé" ou seja, que como ele, não são apenas circuncidados, mas obedientes a D-us em amor e fé, seus verdadeiros descendentes.

Assim como o Eterno mudou o nome de Abrão e colocou nele "o selo da justiça da fé", nós, seus descendentes na fé, quem sabe estejamos vivenciando o tempo em que, como o patriarca de Israel, temos nosso nome mudado (para um melhor) e sejamos dignos de termos, como ele, o "selo da justiça da fé", o simbolo de um pacto eterno entre HaShem, Avraham e seus descendentes.

E continuaremos... falando das duas circuncisões, na carne e no coração, porque como disse Shaul HaShaliach:
Rm 3:1,2 - Qual é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão? Muita, sob todos os aspectos.

segunda-feira, dezembro 31, 2012

Circuncisão - Quebre o elo da escravidão para a liberdade (Parte 1)


 
 
CIRCUNCISÃO? PORQUÊ TANTO TEMOR?

Is: 55:8,9 - Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.

O homem muitas vezes coloca muito peso em assuntos menos importantes e pouco peso naquilo que é realmente de valor.

Minhas prédicas quase sempre são de ensinamento moral, na busca por aperfeiçoar nosso caráter, algo que alguém já disse é o aspecto mais importante da fé judaica. Mas, nem tudo é moral, algumas coisas requerem prática. Cumprir mitsvot é prática!

Quando o Eterno chamou a Abrão, fazendo-o sair do meio da parentela, este tinha 75 anos de idade. Vinte e quatro anos mais tarde, o Eterno propoe uma aliança com Abrão, e diz: "Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda na minha presença e sê perfeito. Farei uma aliança entre mim e ti e te multiplicarei extraordinariamente." (Gn 17:1,2) Abrão, prostrado, ouvia HaShem lhe falar.

A primeira coisa a ser feita, mudar de nome; D-us lhe dá o nome de Avraham, e diz que ele seria pai de nações, e dele viriam muitos reis, etc.. E D-us diz qual seria a aliança, Seu pacto com Avraham.

A Torah declara: "Esta é a minha aliança, que guardareis entre mim e vós e a tua descendência: todo macho entre vós será circuncidado. Circuncidareis a carne do vosso prepúcio; será isso por sinal de aliança entre mim e vós. (Gn 17:10,11)

O sinal da aliança do Eterno estaria na carne do homem, de Avraham, de seus descendentes e de todos que vivessem com ele. A partir dali, todos que nascessem meninos deveriam ser circuncidados ao oitavo dia, logo após o nascimento.

Gn 17:14 diz: "O incircunciso, que não for circuncidado na carne do prepúcio, essa vida será eliminada do seu povo; quebrou a minha aliança."

Parece simples não é? E de fato é! O homem que complica. Bom seria se todos tivessem a decisão de servir ao Eterno como Avraham; qual foi a atitude dele mesmo?

Gn 17:23 "Tomou, pois, Abraão a seu filho Ismael, e a todos os escravos nascidos em sua casa, e a todos os comprados por seu dinheiro, todo macho dentre os de sua casa, e lhes circuncidou a carne do prepúcio de cada um, naquele mesmo dia, como Deus lhe ordenara."

Imediatamente, no mesmo dia, circuncidou a si mesmo, ao filho, aos servos, e nada de arrumar pretextos para deixar para depois.

Agora pulemos um pouco da história para ler o que diz a Brit Chadashah:

Gl 3:29 "E, se sois do Mashiach, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa."

Nos dias atuais não é dificil imaginar uma familia que tenha um filho adotivo. Agora, imaginemos um cenário onde uma família tenha seus cinco, seis filhos, e um ou dois deles sejam adotados. Teriam esses "privilégios" ou leis diferentes dos filhos naturais? O filho natural cumpriria tais ordens, mas o adotado não, porque ele é adotado mesmo. Claro que não! A primeira consequência disso reside no fato de que o filho adotivo não se sentiria verdadeiramente "filho", pois seria "discriminado dentro de casa".

Voltando a Avraham, se ele tinha que circuncidar até mesmo os "servos comprados por dinheiro" porque não circuncidaria um filho, ainda que adotivo?

Lembremo-nos de que "quem não se circuncidar será eliminado do seu povo", ou seja, NÃO FAZ PARTE DO POVO.

Coloque-se no lugar do filho adotado, você iria querer "não se sentir parte da família?" Creio que não!

Ainda mais sabendo que até os empregados de Avraham eram circuncidados, certamente se perguntaria: porquê eu não posso? Porquê essa discriminação comigo?

Agora vamos voltar à Torah:

Quando HaShem propôs o pacto e mudou o nome de Avram para Avraham, este tinha 99 anos, idade em que foi circuncidado. Seu filho Ishmael, tinha 13 anos (Gn 17:24,25) A partir de então, já com Itschak, tão logo nascesse um menino, ao oitavo dia, este já era circuncidado. (Gn 21:4) Esse era o sinal de alguém inserido no pacto.

A bíblia já não mais necessitava relatar a cada novo nascimento de que "o menino foi circuncidado ao oitavo dia", mas certamente isso ocorreu com Essav e Yaakov, depois com seus doze filhos e seguia o ritmo natural, passando de pai para filho.

Um menino não cumpria a mitsva ao ser circuncidado, mas sim, o pai, ao circuncidá-lo. A criança não tem a opção de aceitar ou não "entrar no pacto", mas confirma que aceita quando chega a sua vez de circuncidar o próprio filho.

Assim foi até chegarmos à escravidão no Egito, e surgir Moshê, israelita, filho de Joquebede e Anrão. Ao fugir do Egito, ele acabou por conhecer e se casar com Tsiporah. Tiveram dois filhos, Guershon e Eliezer, mas quando o Eterno chamou Moshê, a Torah diz que D-us quis matá-lo. Por quê?

Êx 4:24-26 "Estando Moisés no caminho, numa estalagem, encontrou-o o SENHOR e o quis matar. Então, Zípora tomou uma pedra aguda, cortou o prepúcio de seu filho, lançou-o aos pés de Moisés e lhe disse: Sem dúvida, tu és para mim esposo sanguinário. Assim, o SENHOR o deixou. Ela disse: Esposo sanguinário, por causa da circuncisão."

Por não haver circuncidado o filho, Moshê foi digno de morrer, pois estaria fora do pacto do Eterno.

Uma vez cumprida a mitsva da circuncisão, Moshê pôde regressar e libertar o povo, numa caminhada de quarenta anos pelo deserto. Durante esse período, pelas condições inadequadas, o povo deixou de circuncidar os que iam nascendo. O que ocorreu então?

Js 5:2,3,5 "Naquele tempo, disse o SENHOR a Josué: Faze facas de pederneira e passa, de novo, a circuncidar os filhos de Israel. Então, Josué fez para si facas de pederneira e circuncidou os filhos de Israel em Gibeate-Haralote...Porque todo o povo que saíra estava circuncidado, mas a nem um deles que nascera no deserto, pelo caminho, depois de terem saído do Egito, haviam circuncidado."

Interessante observar o que o Eterno disse, após a circuncisão do povo:

Js 5: 9 "Hoje, removi de vós o opróbrio do Egito; pelo que o nome daquele lugar se chamou Gilgal até o dia de hoje."

Querer ficar com a "vergonha do Egito" é uma opção para aqueles que não se sentem verdadeiramente livres e parte do povo do Eterno.

Não, os pensamentos do Eterno não são iguais os nossos, Ele quer um povo com o sinal de Sua aliança, um povo livre do paganismo egípcio. E porque somos livres e filhos, descendentes e herdeiros da promessa a Avraham, a circuncisão não é uma opção, mas apenas uma mitsva, que devemos considerar como o "sinal da liberdade".
 
Continuará....



segunda-feira, outubro 22, 2012

Notícias da Teshuvah na Africa


Nesta semana o Rosh Yishai e Ezrah retornarão da viagem à Africa e Europa atendendo interesses da teshuvah nestes continentes. Depois de iniciada no Caribe e Estados Unidos, a teshuvah começou no continente africano através de contatos da internet e com a tentativa anterior da vinda do Mr. Gatitu ao Brasil (impedida pelo governo brasileiro, quando ele teve sua entrada negada já no aeroporto de São Paulo) tomou corpo na Africa com a ida do Abiezer em vários países lá, durante o mês de julho passado.
Na mesma época, o Rosh Yishai estava em Nova York, num congresso da Congregação nos Estados Unidos, e lá conheceu o sr. Bosman, líder na Africa do sul (Na foto acima, ao lado do Abiezer)
Depois de quase três semanas viajando, agora nossos líderes retornam ao Brasil trazendo notícias que devem ser divulgadas de maneira mais clara nas transmissões ao vivo dos serviços pela internet no próximo fim de semana; portanto, se você deseja saber mais sobre a teshuvah, na Inglaterra, na Europa e nos países africanos, não deixe de acompanhar as transmissões da tv israelita no próximo shabat. www.tvisraelita.com.br

*** Nos próximos dias também novidades acerca do congresso em Curitiba, entre 21 e 25 de dezembro.

sexta-feira, outubro 19, 2012

Casamento é bom hein! Mas que dá um nervoso, isso dá!

No último final de semana estive, junto com minha esposa Eliana, visitando a kehilah do Tucuruvi, no shabat, onde tive a oportunidade de fazer a explanação da parashah de Bereshit, e claro, abordei o tema de "não é bom que o homem esteja só" já me preparando psicologicamente para o casamento que eu celebraria no dia seguinte.
Domingo, nossos amigos de Campinas nos aguardavam e lá fomos para o casamento do Cristiano e da Jaqueline. Apesar de não ter sido oficialmente o casamenteiro deles, nos últimos meses, conversei bastante com o jovem casal e posso dizer que acabei ficando amigo da Jaqueline, porque do Cristiano eu já era há muito tempo, desde que fiz a tevilah dele, há mais de 10 anos atrás.
Eu e a Eliana fomos os primeiros a chegar, uma hora e meia antes do marcado, e então tranquilamente nos arrumamos por lá, fizemos nossas fotos (como é gostoso essa hora, só nós dois fazendo fotos) e à medida que o tempo passava, eu ia ficando um pouquinho mais nervoso. Até que finalmente deu 18horas, e pronto era chegado o momento, mas cadê a noiva? Tempo passa, e passa e eis que uma hora e meia depois do combinado, lá vou avisar os convidados que a noiva finalmente estava chegando. Por aí já dá pra imaginar o quanto eu estava nervoso, mas não podia demonstrar.
Quando começa a música, a cortina se abre e eu e minha esposa somos os primeiros a entrar (sempre achei terrível esse momento) percebi que não tinha mais volta, era hora de eu celebrar o casamento das crianças.
Acho que tudo correu bem, não devo ter feito feio, pois sob a pressão de quase duas horas de atraso, os noivos (e muitos convidados) tendo voo marcado para o fim da noite, consegui arrancar algumas risadas do povo, e a celebração cerimonial durou menos de uma hora.
Gosto muito do Cristiano, nunca vi alguém me agradecer tanto quanto ele, toda hora que a gente se cruzava na festa, ele me agradecia, que eu sou um doce de pessoa (kkk, só se for doce de maracujá, azedinho que só!) e a Jaqueline, torço pra ela se dar bem em Curitiba, que seja feliz.
Esse foi o segundo casamento que eu fiz onde eu fiquei mais nervoso, só ficou atrás do casamento do Paulo (que foi uma das testemunhas do casamento do Cris), até porque só fiz esses dois casamentos até agora. Sempre me neguei a fazer cerimônias assim, tenho pavor à entrada, todo mundo te olhando hehe.
Depois da cerimônia, no papo com os amigos, fiquei sabendo que tinha jovem que nem "namorado" tem e já estava falando de que eu seria o oficiante do casamento; fiquei feliz com isso, apesar de já começar a ficar nervoso com a responsabilidade.
O Cris foi a terceira pessoa a utilizar meu talit dourado; antes dele, só eu, nos congressos e em algumas festas e o Yoel Truppel, que também casou usando o mesmo talit. Acho que se alguém quiser casar com ele, tem que seguir as mesmas características dos dois anteriores: ser meu amigo, trabalhar comigo, e ser bonito (kkk, essa não precisa).
Por fim, a festa foi boa, muito papo com amigos e encerrada com um video no telão mostrando a história do novo casal.
De lá, fui para a casa do meu amigo zaken Nathan, Daniella, Serena e Ariel (o menino na foto que segura a ketubah). Agradeço pela hospitalidade deles, da Zenaide e marido, da Carla e Rafael, e porque não, do Rafael e da Mariana. Voltamos pra casa na tarde da segunda-feira. Enquanto isso, o novo casal já curtia sua lua-de-mel em algum lugar de Campinas, já que o aeroporto ficou fechado por mais de 2 dias.
Sejam bem-vindos à vida de casados Cris e Jaque. Jaque, ja que você veio pra Curitiba, boa sorte!

quarta-feira, outubro 10, 2012

Fim de festas, agora só em chanukah!


No último final de semana estivemos novamente em nossa kehilah, desde sexta-feira até segunda, para a celebração dos últimos dias festivos desse ciclo, que culminou com a celebração de Shemini Atseret e Simchat Torah. Nossa festa foi um tanto diferente dessa vez, graças às idéias da recém-chegada Alitsa Isabel e Eliana, que com a colaboração de todos, tornaram tudo muito especial mais uma vez.
Como era tarde de domingo, lá estavam mais uma vez nossos amigos de Prudentópolis, além do pessoal da região, Castro, Carambei, Socavão e PG.
Começamos como uma apresentação especial, surpresa pra todos, com tudo no escuro, e apenas quatro homens iluminados lá na frente, que fizeram o toque do shofar, os quatro ao mesmo tempo, o que deu um som muito bonito. Depois luzes se apagaram de novo, e no escuro, a Eliana e a Alitsa começaram cantando o Hatikva, enquanto a enorme bandeira de Israel subia (só ela iluminada) à frente do nosso Aron HaKodesh, culminando com o acender das luzes todas da Kehilah e uma apresentação de dança muito bonita, com o simbolismo da entrada e montagem de uma sucá, e todos dançando em torno dela. Depois do grupo, todos mesmo foram trazidos à frente e dançaram alegremente canções (normalmente cantadas num casamento).
Quando comecei a falar, fiz uma analogia do momento, com a união perfeita e a necessidade de um estar ligado ào outro, Torah, Israel e o Eterno, num casamento perfeito. Shemini Atseret, o oitavo dia, falava do prazer do Eterno em convidar seu povo de Israel para mais um dia de festa com Ele, como um encontro especial, único.
E nada como Simchat Torah, desenrolarmos todo o sefer Torah, e voltarmos ao Bereshit, quando imediatamente iniciamos o novo ciclo, sem tempo para descanso. Nosso desenrolar da Torah foi emocionante, com a participação de todos
Emociona a chamada à frente do Chatan Torah, que lê o trecho final, última aliah, última parashah, com a leitura daquela grande bênção da chamada do olê; desta vez, o honrado foi o zaken Ananias, e para o chatan Bereshit, também muito honrado, chamei o Gavriel ben Hever, que recentemente fez seu bar mitsvah. Ambos traziam o simbolismo do ancião, e do jovem como a esperança daquele que manterá viva as tradições de um povo.
Por fim, um grande encontro com Eterno e muita alegria só podia acabar em festa e churrasco, preparado pelo Ari e pelo Ilson, e que estava uma delícia.

Essa semana, logo após a festa, o Rosh Yishai e o Rosh Ezrah viajaram para Londres e para a Africa do Sul para prosseguirem levando a Teshuvah aos países distantes, processo iniciando recentemente e que esperamos que em breve, nesses e noutros países, possam estar celebrando as festas com a mesma alegria que estamos celebrando por aqui.

Eu, continuo trabalhando e festejando, já que no próximo final de semana estarei em São Paulo e Campinas, para celebrar o casamento do Cristiano e da Jaqueline. Depois tevilah em Ponta Grossa, e depois casamento da Suelen e Leonel em Curitiba, e vem aí  Chanukah e depois o Congresso em Curitiba... e só o Eterno sabe onde vamos parar com isso... haja agenda, haja fôlego pra tanta correria e celebrações.

Lição Infantil, temas adultos

Depois de alguns anos abordando as parashiot, nesse ano de 5773 voltarão a abordar outros temas, sempre trazendo um enfoque moral, procurando mostrar algo além de historinhas bíblicas, mas ensinos para um crescimento espiritual sadio para nossos pequenos. Começamos com pirkê avot, a Ética dos Pais, parte do tratado talmúdico.

Recomendo às professoras do departamento infantil a que leiam os dois cadernos (para adultos) de pirkê avot já publicados (3º tri de 2005 e 1º tri de 2007) e que preparem pequenas estorinhas e exemplos da vida cotidiana para ressaltar e fixar melhor os objetivos de cada um dos temas abordados. Bons professores desenvolvem as aulas antecipadamente, preparam os temas, as abordagens e compartilham conhecimento com suas crianças, estimulando-as a se desenvolverem com serenidade.

Espero que o Chinuch em nosso meio seja verdadeiramente uma transmissão dos valores judaicos às novas gerações, hoje tão carentes de apoio para seu crescimento espiritual.

Se você não recebe os cadernos de lição, seja infantil ou adulto, entre em contato com a Sede da CINA (41) 3377-2422 e solicite os cadernos que ajudarão a fazer do seu shabat um dia mais dedicado ao estudo e às mitsvot do Eterno.

Dias festivos pra alegrar a vida

                       

Nossas festas em Ponta Grossa sempre são motivos de alegria, apesar de todo o cansaço. É bem verdade que podemos ser felizes em qualquer lugar, mas é difícil achar um lugar onde me sinta melhor do que em Ponta Grossa, onde há mais de quatro anos temos encontrado abrigo, apoio, admiração e respeito por parte dos membros.
Não, não é perfeito, e dá muito trabalho morar em Curitiba e administrar grupos há mais 100, 200, até 300km de casa, mas que é gostoso, isso é. Nas festas é sempre uma correria, temos que sair de casa, ficar dias fora, posando na casa de um e de outro membro, mas é muito melhor viajar e estar com a familia e amigos do que em outro lugar qualquer.
Tivemos esse mês as três festas, Rosh Hashanah foi ótimo, contamos com a presença de todos os amigos, não apenas de Ponta Grossa, mas também de Telêmaco Borba, Prudentópolis, Francisco Beltrão, Curiúva e até de Catanduvas, com a visita pela primeira vez, do casal Klein. Depois, Yom Kipur, meio de semana, ficamos só entre nós de Ponta Grossa, mas foi uma ótima reflexão para nossa vida espiritual. Aí chegamos a Sucot, sete dias habitando em cabanas, pra exercitar a humildade, algo que todo mundo precisa, quer seja líder, quer seja membro.
Chegamos a Ponta Grossa na tarde do domingo e encontramos alguns chaverim finalizando a montagem da nossa sucá. Aí eu comecei a ver o envolvimento de toda a kehilah na festa, inclusive nossas crianças. Cada uma fez sua própria cabaninha em casa (certamente com a ajuda dos pais) seguindo a orientação das nossas ótimas professoras. Não dá pra colocar todas as fotos aqui, mas cada cabaninha linda saiu. Nessas horas que eu vejo como eu sou um rosh privilegiado... cada criança vinha toda orgulhosa falar comigo, me mostrar a sucá que haviam feito, e então eu fazia as fotos.
Não dá pra dizer qual era a mais bonita, pra não ficar elegendo quem é o melhor, até porque o espírito de sucot é justamente a humildade, e então todas ficaram bonitas, cada uma a seu estilo.
Nas fotos, vemos a sucá minúscula do Olavinho, que cabia na palma da minha mão, e também claro, ele a segurando orgulhosamente. Também coloquei a fotinho da sucá da Sarinha, a minha amiguinha, e a da Letícia Lelê, a mais bonitinha.
Cada uma das nossas crianças tenho um carinho especial, sempre procuro cumprimentar todas, algumas vem e me abraçam, outras a gente brinca, faço questão de demonstrar carinho por todas, e ser acessível a elas, porque elas me transmitem uma alegria e me revigoram as forças.
No Yom tov temos conseguido sempre fazer o shacharit, e nesse ano eu consegui estar alguns deles junto à congregação, que mesmo na ausência do rosh, tem celebrado o shacharit nos dias festivos.
Melhor de tudo é saber que minha familia me acompanha e sempre estamos juntos, seja nas festas ou em cada um dos shabatot durante o ano. Não conseguiria ser quem eu sou, desenvolver meu trabalho a cada dia sem o apoio da Eliana e das crianças, que só não se sentem mais à vontade em Ponta Grossa porque moram em Curitiba.
Se é pra ser grato a HaShem por alguma coisa, sou devedor eterno, porque são muitas coisas pelas quais sou grato, e seria injusto até com Ele se agradecesse por apenas uma coisa.

terça-feira, outubro 02, 2012

Lição do próximo trimestre


Acabei de levar hoje para a gráfica os arquivos do caderno de lições para o próximo trimestre. Escrito pelo Rosh Ezrah ben Levy, o livreto fala sobre o processo envolvido na morte de Yeshua. Com ela, entenderemos o cenário da época, os líderes, a visão de Roma, e quem foram os responsáveis pela morte do Mashiach.
A lição foi dividida em 4 sub-temas:

A - CENÁRIO HISTÓRICO-POLITICO DA JUDÉIA DO 1º SÉCULO
Lição 01 -  A província romana de Israel
Lição 02 -  Facções judaicas e suas relações político-sociais
Lição 03 -  O sacerdócio judaico e a sua relação com Roma
Lição 04 -   A era herodiana e sua relação com os judeus

B - A COMUNIDADE JUDAICA DO PRIMEIRO SÉCULO

Lição 05 -   Comunidade judaica e a expectativa messiânica
Lição 06 -   O aparecimento de Yohanan HaMatvil
Lição 07 -   O aparecimento do profeta Yeshua Ben Yossef
Lição 08 -   Impacto da mensagem messiânica de Yeshua

C - YESHUA E SISTEMA POLÍTICO RELIGIOSO DE SUA ÉPOCA

Lição 09 -  Os sinais que Yeshua fazia x Seus ensinamentos
Lição 10 -  Yeshua e a doutrina dos fariseus
Lição 11 -  Aclamação de Yeshua, e a purificação do Templo

D - QUEM MATOU YESHUA

Lição 12 -  As acusações e a trama para matar a Yeshua
Lição 13 -  O julgamento de Yeshua e sua condenação

Como é um tema contínuo, e sei que as lições não chegarão a tempo nas kehilot até o proximo shabat, sugiro que todos estudem um outro tema e aguardem a chegada do caderno, e assim, quando todos estiverem com o material em mãos, dá perfeitamente para estudar duas lições no mesmo shabat até colocar em ordem. Como é uma lição mais de comentários, com poucos versos bíblicos, irá requerer dos líderes um estudo mais profundo antes de apresentar o estudo diante da kehilah.

Este caderno atual será é muito bom, rico em argumentações históricas e que certamente contribui para desmistificar a questão da passagem de Yeshua entre o seu povo e os reais motivos de sua morte. Tais temas, sem dúvida fazem parte do quebra-cabeças que vai nos qualificar para falarmos, em tempo oportuno, ao nosso povo! Obrigado Rosh Ezrah!